Em Espanha, o preço das casas novas e usadas aumentaram 8,3% em termos homólogos, no final de setembro. Em cadeia, ou seja, face a agosto, o valor médio das habitações novas e usadas aumentou 1,6%, consolidando assim a tendência de crescimento observada de mês a mês, de acordo com os dados divulgados pela Tinsa, a que o jornal espanhol Ejeprime teve acesso.
Segundo o serviço de pesquisa do avaliador de ativos imobiliários, a costa mediterrânica e as ilhas registaram as maiores subidas no último ano, 12,1% e 10%, respetivamente, juntamente com as cidades mais pequenas do interior peninsular e da costa atlântica, que verificou um crescimento homólogo de 11,2%.
Por outro lado, nas capitais e nas grandes cidades verificou-se um aumento homólogo de 6,7%, sendo que as áreas metropolitanas são o grupo com maior crescimento homólogo (5,7%), escreve o jornal.
No último mês, a costa mediterrânica (5,7%) registou um incremento significativo, juntamente com outros municípios e áreas metropolitanas, ambos com um crescimento de 2,2% no último mês.
Desde o início da crise de saúde em Espanha, a habitação nova e usada tem valorizado 4,9%. "As variações a partir de março de 2020 mostram uma superação generalizada do ponto de partida anterior à crise pandémica, com uma dinâmica de crescimento notável na costa mediterrânica e noutros grupos de municípios", explica Andrea de la Hoz, analista sénior da Tinsa.
Ambos os grupos estão acima da média nacional, com um aumento de 7% desde março de 2020, no caso do litoral, e de 6,8% nos outros municípios. Em sentido contrário, ou seja, abaixo da média, a habitação no grupo Balear e Ilhas Canárias é 1,8% mais cara do que no início da pandemia.
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