Na corrida aos prémios de Melhor Grupo, Melhor Álbum e Prémio da Crítica com 'Subida Infinita', disco que lançaram em março do ano passado, a banda Capitão Fausto mostrou-se "contente" por este reconhecimento.
"Acho que isto é uma celebração da música portuguesa e de juntar os artistas uns com os outros, perceber que nós trabalhamos todos mais em colaboração do que em competição", começou por reagir Tomás Wallenstein em conversa com o Notícias ao Minuto no dia em que foram anunciados os nomeados da 7.ª edição dos Play – Prémios da Música Portuguesa, na quinta-feira, 27 de fevereiro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
"Ficamos muito contentes de ser incluídos, do nosso trabalho ser reconhecido e de estar no meio de tanto talento. Isso é o que vale mais aqui", acrescentou Tomás Wallenstein.
Num momento em que o mundo (incluindo a indústria musical) atravessa alguns desafios com a Inteligência Artificial, e com artistas a lançarem um álbum silencioso em protesto contra uso de IA, a banda portuguesa partilha também um lado otimista perante esta nova 'era'.
"É normal agora começarem a surgir protestos, porque é uma ferramenta que vai ficando tão poderosa que pode causar estragos e trazer ameaças. Ao mesmo tempo, há um ponto otimista em que acho que os músicos que estiverem abertos vão também usar isso como uma ferramenta a seu favor, e se calhar levar a música e a arte a sítios que também não imaginávamos, de outras formas. É como a própria arte, é uma coisa que puxa para um lado e puxa para o outro. No fim, vai trazer resultados positivos em termos de música", disse Manuel Palha.
"Tenho crença que as pessoas também se interessam por aquilo que tem humanidade, ou seja, das coisas muito maquinadas perdem muito o interesse de quem as consome e, portanto, isso vai prevalecer. E vai-se conseguir distinguir as coisas rapidamente. Estou otimista", acrescentou Tomás Wallenstein.
"Com entusiasmo", os Capitão Fausto estão a preparar uma digressão internacional, "a primeira um bocadinho mais estruturada" depois de já terem tido "uma ou outra experiência fora de Portugal, e que gostaram muito". Sobre este novo passo, partilharam que "vai ser uma aventura" e que estão "curiosos para ver como vai correr".
Além disso, explicaram ainda que este passo 'mais vincado lá fora' era "um assunto que já estava nos planos" da banda "há algum tempo", mas tiveram sempre que "fazer escolhas" e definir "prioridades". "Concentrar-nos numa coisa de cada vez. E agora chegou a altura de experimentar este passo. Os últimos anos foram atribulados e chegamos a este ponto assim desta forma", completaram.
De referir que a gala de entrega dos Prémios PLAY - criados em 2019 - vai decorrer no dia 3 de abril, Coliseu de Lisboa. A cerimónia, apresentada por Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves, será transmitida em direto na RTP1, RTP África, RTP Internacional, RTP Play e Antena 1.
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