A medida visa "promover o intercâmbio transfronteiriço de pessoal", lê-se num comunicado publicado na conta dos Assuntos Consulares da China, na rede social WeChat.
No mês passado, a China anunciou que os cidadãos de cinco países da União Europeia -- Alemanha, Espanha, França, Itália e Países Baixos -- vão passar a ter isenção de visto para estadias de até 15 dias no país.
Esta medida temporária vigora entre 1 de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024.
A decisão surge quase um ano após a China ter abdicado da política de 'zero casos' de covid-19.
Ao abrigo daquela estratégia, o país manteve as fronteiras praticamente encerradas durante quase três anos: quem chegava do exterior tinha que cumprir um período de quarentena de até 21 dias, em hotéis designados pelo governo, enquanto o número de ligações aéreas ao país foi reduzido a 2%, face ao período anterior à pandemia.
No entanto, dados regionais mostram que o número de visitantes continua muito aquém do nível de 2019. A China não publica estatísticas oficiais sobre o turismo a nível nacional desde 2021.
Xangai, um dos principais destinos turísticos do país, recebeu cerca de 756 mil visitantes estrangeiros no primeiro semestre do ano, o que corresponde a 22% do número de visitas registado em 2019.
Em Pequim, guias turísticos ouvidos pela Lusa estimaram que o número de estrangeiros a visitar a cidade ronda também os 20%, face a 2019.
Especialistas citados pela imprensa chinesa afirmaram que a morosidade dos procedimentos de pedido de visto e o preço dos bilhetes de avião são as principais razões pelas quais o turismo estrangeiro ainda não atingiu os níveis anteriores à pandemia.
A China tomou outras medidas este ano para impulsionar o número de visitas ao país. As carteiras digitais WeChat Pay e Alipay anunciaram, em julho passado, que os seus sistemas de pagamento estão disponíveis para utilizadores estrangeiros que visitam o país e que, por vezes, têm dificuldade em realizar pagamentos e usar determinados serviços.
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