1.º unicórnio perdeu valor e vai despedir. O que se passa na Farfetch?
Cancelou a apresentação de resultados, foi noticiado que poderá sair de bolsa, perdeu valor de mercado e agora estará a preparar um despedimento - afinal, o que se passa na Farfetch?
© Global Imagens
Economia Farfetch
Nos últimos dias têm sido conhecidos desenvolvimentos sobre o primeiro unicórnio português (designação atribuída ao atingir uma avaliação de mil milhões de euros), a Farfetch, que não são animadores: primeiro há a intenção de a empresa fundada pelo português José Neves sair de bolsa; depois o facto de a empresa ter cancelado a apresentação dos resultados, o que a levou a perder valor em bolsa e, agora, a possível saída de 25% da sua força de trabalho.
Afinal, o que se passa na Farfetch? Vamos por partes. No final do mês passado, o Telegraph deu conta de que a empresa estaria em conversações com investidores e com a banca para retirar a empresa de bolsa, uma estreia que aconteceu em 2018.
Isto, depois de a empresa ter cancelado a apresentação dos resultados trimestrais, sem antecipar quando é que os mesmos poderiam ser conhecidos.
Na mesma altura, o Richemont, um grupo de luxo suíço, também mostrou a intenção de não colocar mais dinheiro na Farfetch, segundo o Financial Times.
Acontece que o valor de mercado da empresa tem vindo a recuar. Ao que indica a mesma publicação britânica, atingiu um pico nos 23 mil milhões de dólares no início de 2021, com o 'boom' associado às compras online na pandemia, e desde então a descida tem sido evidente.
Além disso, as ações perderam mais de 95% do seu valor desde que se lançaram na bolsa em Nova Iorque, em 2018. Atualmente, seguem a valer, cada uma, 0,80 dólares (cerca de 0,74 euros, ou seja, menos de um euro).
Quando cancelou a apresentação dos resultados trimestrais, refira-se, chegou a perder cerca de metade do seu valor em menos de duas horas.
Despedimentos à vista?
O descalabro na bolsa está a ter impacto direto na vida da empresa e as estimativas revelam que podem estar para sair até 2.000 pessoas, o que corresponde a 25% da força de trabalho da retalhista online, segundo o Público.
O Notícias ao Minuto contactou fonte oficial da Farfetch na tentativa de obter mais detalhes sobre estes números e sobre que localizações serão mais afetadas, já que a empresa tem vários trabalhadores espalhados pelo mundo, mas até ao momento não foi possível obter uma resposta.
Há um outro problema que tem de enfrentar: a Farfetch está a ser alvo de uma ação judicial nos EUA por, alegadamente, ter prestado informações "enganadoras" que penalizaram os investidores.
A Farfecth foi lançada em 2008, tem presença em vários países e liga clientes de todo o mundo às principais marcas internacionais de roupa e acessórios de luxo.
Leia Também: Bolsa de Nova Iorque negoceia mista no início da sessão
Descarregue a nossa App gratuita.
Oitavo ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.
* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com