A irmã mais nova do empresário Pedro Queiroz Pereira foi uma das vítimas do colapso do Grupo Espírito Santo. Margarida Queiroz Pereira já recorreu à justiça para lidar com os problemas financeiros, oriundos desta queda.
Apresentou vários processos especiais de revitalização (PER), associados a dívidas de largas dezenas de milhões de euros e a uma situação de falência técnica da holding MQP SGPS.
Margarida Queiroz chegou a ser uma das mulheres mais ricas do país, em 2005 com uma fortuna de mais de 100 milhões de euros, incluindo 1,5% do BES . O Expresso dá conta que as suas dificuldades financeiras surgiram após o colapso do GES, onde Margarida tinha interesses financeiros, adquiridos em 2002.
Foi nessa altura que a irmã mais nova entregou ao GES as suas participações nas sociedades da família Queiroz Pereira, recebendo, em contrapartida, uma participação no GES.
Ricardo Salgado terá sido o banqueiro que se aproveitou desta situação para adquirir através das sociedades Gaunlet, Allord e Recove, as suas posições no grupo Queiroz Pereira. Um negócio feito em segredo, nunca tendo admitido que era o GES o comprador.
Margarida Queiroz optou por não comentar. "Neste momento não é oportuno tecer qualquer comentário sobre esta matéria", refere.