Fruta do verão (pouco calórica) ajuda a prevenir Alzheimer, sugere estudo
Há alimentos que ajudam a evitar a doença e este é um deles.
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Muito docinho, pouco calórico, rico em minerais (ferro e potássio) e vitaminas C e B9 (ácido fólico), o morango é bem mais do que o fruto do verão. Um estudo realizado na Rush University, nos Estados Unidos, indica que pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, que constitui numa alteração neurológica que provoca perda de memória e declínio cognitivo progressivos.
As conclusões da investigação, publicada na revista Journal of Alzheimer’s Disease, sugerem que estas pessoas apresentam menos proteína Tau no cérebro, cuja acumulação surge em determinadas demências, nomeadamente no Alzheimer.
Os cientistas analisaram o cérebro de 575 pessoas que morreram com cerca de 90 anos, sem qualquer indício de Alzheimer. As observações foram feitas ao longo de duas décadas e começaram quando os voluntários ainda estavam vivos. Durante este período, os idosos preencheram questionários anuais sobre os seus hábitos alimentares e competências cognitivas.
O morango é uma das frutas com maior quantidade de pelargonidina, um composto orgânico que dá a cor avermelhada a frutas, vegetais e flores. "Suspeitamos que as funções anti-inflamatórias da pelargonidina podem diminuir inflamações do sistema neurológico, o que reduz a produção de citocina", proteínas que servem para as células comunicarem umas com as outras, afirmou a neuropatologista Julie Schneider, que conduziu o estudo.
O Alzheimer, recorde-se, é a forma mais comum de demência. Trata-se de uma doença neurodegenerativa que causa perda de memória e declínio cognitivo progressivos, perturbações da linguagem e até dificuldade em realizar tarefas como pagar contas e lidar com o dinheiro.
Por sua vez, demência é um termo genérico utilizado para designar um conjunto de doenças que se caracterizam por alterações cognitivas que podem estar associadas a perda de memória, alterações da linguagem e desorientação no tempo ou no espaço. Para a maioria não existe tratamento e também não há uma forma definitiva de prevenir a demência.
A Organização Mundial de Saúde estima que existam 47.5 milhões de pessoas com demência em todo o mundo, número que pode chegar os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050, para 135.5 milhões. A doença de Alzheimer representa cerca de 60 a 70% de todos os casos de demência.
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