"É um acontecimento terrível, uma catástrofe. Há centenas de mortos e feridos", disse Putin no final do 3.º Fórum das Novas Rotas da Seda, em Pequim, e de um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping.
"Espero que seja um sinal de que o conflito deve terminar o mais rapidamente possível", acrescentou, citado pela agência espanhola EFE.
O grupo islamita Hamas acusou Israel de ter matado centenas de pessoas num ataque a um hospital da Faixa de Gaza na terça-feira, mas o exército israelita atribuiu a explosão à Jihad Islâmica, que também negou qualquer responsabilidade.
A atual guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada pelo ataque do grupo islamita em território israelita em 07 de outubro, que as autoridades de Telavive disseram ter provocado 1.400 mortos.
Desde então, Israel cercou a Faixa de Gaza e prometeu aniquilar o Hamas, que controla o enclave com 2,3 milhões de habitantes desde 2027.
Os bombardeamentos israelitas contra Gaza provocaram pelo menos 3.200 mortos, segundo as autoridades do pequeno território situado na costa oriental do Mar Mediterrâneo.
Putin defendeu ainda ser necessário "iniciar alguns contactos ou negociações" sobre o atual conflito.
Referiu que as conversas que manteve esta semana com dirigentes do Médio Oriente, incluindo os líderes israelita e palestiniano, mostraram que ninguém quer uma escalada da situação.
Putin reiterou que a Rússia sempre foi a favor da criação de um Estado palestiniano com capital em Jerusalém Oriental.
Segundo o líder russo, uma Palestina independente criará as condições para uma "paz duradoura".
As notícias sobre a explosão no hospital de Gaza suscitaram a condenação internacional e manifestações contra Israel em vários países árabes.
A Jordânia anunciou mesmo o cancelamento de uma cimeira que deveria juntar hoje, em Amã, o rei Abdullah II e os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, e da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
Biden, que chegou hoje a Telavive para conversações com as autoridades de Israel, admitiu que a explosão no hospital de Gaza terá sido da responsabilidade de grupos palestinianos, tal como tem afirmado o exército israelita.
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