O chefe de Estado ucraniano deverá manter conversações com Starmer, após este encontrar-se com Donald Trump na Casa Branca na quinta-feira, disse uma fonte governamental britânica citada pela AFP.
Zelensky disse que "planeia" ir a Londres, sem especificar uma data.
O Presidente francês deslocar-se-á "a Londres a convite do primeiro-ministro Keir Starmer", informou também o Eliseu esta noite.
O líder trabalhista vai presidir a uma cimeira sobre defesa numa altura em que os europeus procuram coordenar uma resposta à reviravolta do Presidente dos EUA em relação à Ucrânia.
No espaço de duas semanas, Donald Trump alterou completamente a posição dos Estados Unidos relativamente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, chegando mesmo a descrever Volodymyr Zelensky como um "ditador", palavra que se escusou a usar em relação a Vladimir Putin, líder russo no poder há um quarto de século e o segundo com maior longevidade no país, depois de Stalin.
Nos últimos dias, houve discussões tensas entre representantes norte-americanos e ucranianos sobre um acordo relativo à exploração de minerais ucranianos pelos Estados Unidos.
O Presidente dos EUA confirmou que o seu homólogo ucraniano se deslocaria a Washington na sexta-feira para finalizar um acordo-quadro sobre a matéria, que, segundo ele, compensaria o custo do apoio militar dos EUA à Ucrânia.
O Presidente afirmou ainda que a Ucrânia pode "esquecer" a adesão à NATO e que cabe aos europeus - e não aos americanos - dar garantias de segurança a Kiev, no âmbito de um plano para resolver o conflito.
Starmer vai encontrar-se com Donald Trump três dias depois do Presidente francês.
Os dois concordaram com a mensagem a transmitir, em particular a necessidade de apoio militar americano a quaisquer tropas europeias na Ucrânia para garantir um futuro acordo de paz.
Diplomatas russos e norte-americanos vão reunir-se novamente na quinta-feira, em Istambul, após as primeiras discussões a 18 de fevereiro na Arábia Saudita, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.
"Os nossos diplomatas e peritos de alto nível vão reunir-se e discutir os problemas sistémicos que se acumularam", disse Lavrov numa conferência de imprensa no Qatar.
"O encontro terá lugar amanhã [quinta-feira] em Istambul", acrescentou Lavrov, citado pela agência francesa AFP.
Lavrov visitou Ancara na segunda-feira, antes de viajar na terça-feira para o Irão, um aliado de Moscovo, e depois para o Qatar.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.
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