A Nigéria, país mais populoso de África, tem sido assolado por uma inflação galopante desde que Bola Tinubu, que foi eleito Presidente em 2023, pôs fim aos subsídios aos combustíveis e ao controlo cambial.
O chefe de Estado, que falava após assinar o orçamento de Estado para 2025, com um valor de cerca de 35,2 mil milhões de euros, disse que a Nigéria está a caminhar para "a luz ao fundo do túnel".
Perante as críticas de que é alvo, Bola Tinubu tem apelado repetidamente à paciência dos seus compatriotas, afirmando que as suas reformas ajudarão a atrair investidores estrangeiros e a relançar a economia.
"O ano passado testou a nossa determinação, mas graças à disciplina económica e às reformas estratégicas, conseguimos o que muitos consideravam impossível", afirmou Tinubu.
Os números do produto interno bruto da Nigéria divulgados na terça-feira revelaram que a economia nigeriana cresceu 3,8% no quarto trimestre de 2024, marcando o melhor desempenho em três anos.
Tinubu citou o crescimento, bem como a reforma do mercado cambial, o aumento do salário mínimo e o aumento das receitas públicas para 13 mil milhões de euros em 2024, como prova de que as suas reformas estavam a dar frutos.
"Depois da turbulência inicial... a descolagem era incerta", afirmou, vincando: "Hoje, podemos ver a luz ao fundo do túnel".
De acordo com vários economistas, o aumento do PIB é um sinal promissor para o país.
O Presidente nigeriano e o seu governo esperam um melhor desempenho económico em 2025, graças à redução das importações de petróleo refinado, ao aumento das exportações devido às refinarias nacionais e a uma abundante colheita de produtos alimentares.
O país reviu recentemente as suas estatísticas económicas, baixando a taxa de inflação anual para 24,48%, contra 34,80% apontados em dezembro.
Mas muitas pessoas continuam a sentir os efeitos da crise económica, nomeadamente devido ao aumento do preço das rendas na capital económica, Lagos.
Em dezembro de 2024, Tinubu explicou ao Parlamento que o orçamento de 2025 seria dedicado principalmente às missões e aos salários das forças de segurança.
Para além das dificuldades económicas, a Nigéria sofre há 15 anos os efeitos de uma insurreição fundamentalista islâmica, que causou mais de 40 mil mortos e dois milhões de deslocados, bem como de ataques de grupos armados no norte e no centro do país.
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