Desde que Israel retomou as operações militares, a 18 de março, pelo menos 730 palestinianos foram mortos no território sitiado e devastado, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza, que contabilizou 57 mortos nas últimas 24 horas.
Hossam Shabat trabalhava para a Al Jazeera Mubasher, o serviço de transmissão em direto em língua árabe, informou o canal do Qatar.
A Defesa Civil de Gaza disse que o seu carro tinha sido alvo de um drone em Beit Lahia (norte).
De acordo com as imagens da agência francesa France Press, o carro, que ostentava o selo da TV e o logótipo do canal, foi atingido na parte de trás e o corpo do jornalista foi encontrado caído no chão nas proximidades.
De acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Israel acusou Hossam Shabat de ser membro do Hamas, o que ele negou firmemente.
A Defesa Civil, uma organização controlada pelo Hamas, informou também que um empregado da estação de televisão Jihad Islâmica Palestina Hoje, Mohamed Mansour, tinha sido morto num outro ataque em Khan Younès (sul).
O Sindicato dos Jornalistas Palestinianos denunciou "um novo massacre contra jornalistas".
No dia 15 de março, quatro jornalistas foram mortos num ataque israelita em Beit Lahia, onde trabalhavam nesse dia para uma organização de caridade.
Pelo menos 206 jornalistas e trabalhadores da comunicação social foram mortos desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sangrento do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, segundo o sindicato.
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