Um dos maiores mistérios de crime não resolvidos dos Estados Unidos é o do assassino do Zodíaco. Ele atuava na parte norte do estado da Califórnia no final dos anos 60 e escrevia para os jornais a dizer ter matado 37 pessoas.
Apesar de a polícia ter investigado perto de 2.500 suspeitos, o caso nunca foi resolvido, até porque a tecnologia forense não era avançada o suficiente para ligar um suspeito de forma conclusiva aos crimes.
Agora, uma equipa está a examinar as provas e espera conseguir usar a tecnologia para conseguir ter uma conclusão sobre o caso que confundiu detetives durante décadas.
O assassino enviava cartas para as autoridades, algumas que continham cifras e combinações de letras e símbolos. Uma das cifras em particular, conhecida como a Z340, confundiu alguns dos maiores especialistas em criptologia durante cerca de 50 anos e continua a ser escrutinada, pois o assassino afirmava que esse código continha o seu verdadeiro nome.
© San Francisco Chronicle
Apesar dos melhores esforços dos profissionais, ninguém conseguiu decifrar a mensagem.
O assassino está oficialmente ligado a cinco homicídios e dois na forma tentada, mas sugeria na altura ter matado pelo menos 37 vítimas. Depois de assombrar as autoridades e o público com cerca de duas dezenas de cartas, o Zodíaco pareceu desaparecer durante o final dos anos 70, conta o jornal Metro.
O seu legado inspirou séries de televisão, livros e filmes. E agora num novo documentário chamado ‘O assassino do Zodíaco: Caso encerrado?’, que estreia dia 22 de novembro, um detetive de homicídios da Polícia de Los Angeles vai unir-se a criptógrafos e investigadores do FBI para por fim a um dos mais duradouros mistérios da história do crime.