O Ministério Público deduziu acusação contra um arguido pela prática de um crime de peculato e de um crime de violação de segredo de correspondência ou de telecomunicações, informa esta terça-feira a Procuradoria-Geral Regional de Lisboa, através de uma nota publicada no seu site.
Devido às funções que exercia nos CTT, o arguido tinha acesso a diversa correspondência enviada por terceiros com diferentes destinatários, bem como a objetos achados na via pública e que são remetidos aos Correios para posterior entrega à PSP.
Segundo a acusação o arguido terá aberto, "em diversas ocasiões" e com recurso a um canivete, vários envelopes de correspondência que não lhe eram dirigidos - tendo ainda remexido o conteúdo dos mesmos e furtado as notas que estavam no interior. O indivíduo terá ainda retirado, indevidamente, dinheiro do interior de carteiras que estavam no saco dos perdidos e achados.
Como explica a Procuradoria-Geral Regional de Lisboa, os factos ocorreram entre 30 de agosto e 7 de setembro de 2021, no Centro de Produção e Logística do Sul dos CTT, em Lisboa.
A investigação foi dirigida pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da PSP.
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