JMJ. Cerveira lamenta "falta de diálogo" do Governo sobre fronteiras

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira lamentou hoje a ausência de "qualquer diálogo ou interação" por parte do Governo na reposição do controlo de fronteiras durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

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Lusa
19/05/2023 17:01 ‧ 19/05/2023 por Lusa

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lamentável não ter havido qualquer diálogo ou interação, seja com a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, seja com o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho ou mesmo com os municípios afetados por esta imposição", afirmou Rui Teixeira, citado numa nota enviada às redações.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, disse ainda ser "criticável a postura unilateral do ministro da Administração Interna no que diz respeito à reposição do controlo de fronteiras durante a JMJ, que vão decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto, em Lisboa.

"A ser implementada, esta medida vai causar obviamente grandes constrangimentos e prejuízos para as populações. Para tal é necessário compreender a situação em concreto que, por exemplo, no caso do município de Vila Nova de Cerveira, as populações não são divisíveis por uma linha imaginária de fronteira. Os cidadãos fazem a vida em ambas as margens como se de apenas uma se tratasse", sustenta o autarca socialista.

Segundo Rui Teixeira, que é também vice-diretor do AECT Rio Minho, "agosto é um mês de deslocações anuais dos emigrantes, e de intensa atividade turística na região que não se compadece com qualquer tipo de restrição ainda para mais sem uma razão fundamentada e sem qualquer tipo de diálogo com as autarquias".

"Não se vislumbra o efeito prático na segurança do país ao anunciar que durante aqueles dias do mês de agosto as fronteiras vão estar encerradas", sublinha.

Com sede em Valença, no distrito de Viana do Castelo, o AECT Rio Minho foi constituído em 2018 e abrange 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra, com ligação ao rio Minho.

A JMJ, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Leia Também: JMJ. Plano de saúde será apresentado na próxima semana

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