A deputada não-inscrita Cristina Rodrigues, que se desvinculou do PAN em junho do ano passado, comentou a saída de André Silva da liderança do partido e do Parlamento.
"Já vai tarde. Se mais alguns saírem pode ser que o PAN volte a ser um partido livre e plural", atirou a deputada, numa mensagem divulgada, este domingo, no Twitter.
Já vai tarde. Se mais alguns saírem pode ser que o PAN volte a ser um partido livre e plural.
Já vai tarde. Se mais alguns sairem pode ser que o PAN volte a ser um partido livre e plural. pic.twitter.com/ls6503OBs7
— Cristina Rodrigues (@CristinaRodDep) March 14, 2021
Cristina Rodrigues foi eleita pelo círculo de Setúbal nas últimas eleições legislativas e integrou a comissão política nacional do PAN. Contudo, no verão do ano passado, a parlamentar desvinculou-se do partido, acusando a direção de a silenciar e condicionar a sua "capacidade de trabalho".
No mesmo mês, o PAN já contava com uma saída de peso motivada por divergências com a direção do partido, a de Francisco Guerreiro, o primeiro eurodeputado eleito do PAN.
"Tem existido um constante afastamento de alguns princípios fundadores do partido que fazem com que, em consciência, não me reveja em várias das decisões tomadas", justificou, na altura, em comunicado, o eurodeputado, que se mantém ainda a desempenhar funções no Parlamento Europeu.
Para além de Cristina Rodrigues e Francisco Guerreiro, sob o mesmo argumento a deputada municipal em Cascais, Sandra Marques, membro da comissão política nacional do partido e mulher do eurodeputado, também se desfiliou da força política. Ainda em junho, o PAN perdeu também a representação na Madeira depois de os membros da Comissão Política Regional do arquipélago terem deixado o partido.
Ao fim de sete anos como porta-voz do PAN e seis enquanto deputado do partido na Assembleia da República, André Silva anunciou, hoje, que não se iria recandidatar ao mandato no próximo congresso do partido, marcado para dia 5 e 6 de junho, e que renunciará, no dia seguinte, ao cargo de parlamentar no hemiciclo.
Numa carta enviada aos militantes por email, que depois foi partilhada pelo próprio, o dirigente explicou que a decisão prende-se com o facto de ter sido pai e de querer equilibrar a sua vida pessoal, familiar e profissional. O líder partidário lembrou ainda que "numa democracia saudável as pessoas não devem eternizar-se nos cargos, devendo dar oportunidade a outras".
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