"Devemos ser muito claros, nenhum dos países que represento nega a importância do aquecimento global. Mas isso não pode ser feito à custa do desenvolvimento", afirmou em entrevista à AFP o administrador do BM, representando 23 países africanos.
"Como se pode ter uma transformação económica se não se têm acesso a serviços básicos, como eletricidade", quando 600 milhões de africanos continuam sem acesso a eles, frisou.
Nestas condições, a prioridade para os países africanos, considerou, é ter "um banco mais poderoso e eficiente que mantenha a sua identidade de reconstrução e desenvolvimento", enquanto prosseguem discussões sobre a reforma das instituições.
Os primeiros avanços foram dados durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do BM, com o anúncio de um aumento da capacidade de financiamento do BM em 50 bilhões de dólares para os próximos dez anos.
Insuficiente, porém, para enfrentar os desafios, enquanto o FMI estima em mil milhões de dólares (906,9 mil milhões de euros) as necessidades de financiamento anuais ano para garantir a transição energética e climática dos países emergentes e de baixo rendimento.
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