Diamantino Azevedo falava na cerimónia de entrega da nova sede da Associação Africana de Produtos de Diamantes (ADPA), organização criada em Luanda em 2006, que até hoje funcionou em instalações provisórias.
Segundo Diamantino Azevedo, a indústria diamantífera requer atenção dos produtores, especificamente no que se refere à queda de preços dos diamantes naturais no mercado internacional, a concorrência entre os diamantes naturais e artificiais e a pressão relativa ao sistema de rastreabilidade do diamante.
Referindo-se à situação da ADPA, o ministro disse que, em 2019, foi decidido levar a cabo um processo de reforma da instituição, preconizando a revisão do seu funcionamento, maior engajamento dos Estados-membros no pagamento das quotas financeiras anuais, a filiação do Botsuana, bem como a melhoria de condições de trabalho para os funcionários.
"Acreditamos que grande parte destes objetivos estão sendo alcançados e a prova são as excelentes condições de trabalho que o Governo de Angola providencia a partir da data de hoje", frisou.
Por sua vez, o ministro das Minas e do Desenvolvimento Mineiro do Zimbabué, presente na cerimónia, frisou que a ADPA se destacou como uma voz dos produtores africanos de diamantes face aos desafios "sem precedentes" que o setor vem enfrentando.
Wiston Chitando, atual presidente do Conselho de Ministro da ADPA, referiu que o setor dos diamantes em África continua a crescer e, com a retirada das restrições comerciais de diamantes na República Centro Africana, "o setor está em trajetória positiva".
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