A Calle de Ferraz, na capital espanhola de Madrid, dividiu-se, na noite de quinta-feira, em duas manifestações: uma de apoio ao primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, e outra a pedir a sua demissão.
Em causa está a recente polémica que envolve a mulher do governante espanhola, Begoña Gómez, que está a ser investigada na sequência de uma denúncia por alegado tráfico de influências.
Segundo a agência de notícias Efe, centenas de pessoas juntaram-se na rua onde se situa a sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), pelas 20h00 locais (19h00 em Lisboa), o que levou a Polícia Nacional espanhola a fechar a rua.
Dados da Delegação do Governo apontam que cerca de 350 pessoas manifestaram apoio por Sánchez, ao passo que 150 estavam pediam a sua demissão com cântinos como "PSOE, traidor, nem trabalhador nem espanhol", "Sánchez para a prisão", "Pedro Sánchez, demite-te, o povo não te apoia" e "não ao golpe de Estado".
Em causa estão alegadas ligações de Begoña Gómez a empresas privadas, como a companhia aérea Air Europa, que receberam apoios públicos durante a crise da pandemia ou assinaram contratos com o Estado quando Sánchez era já primeiro-ministro.
Na quinta-feira, o Ministério Público de Espanha pediu o arquivamento do inquérito por considerar que a queixa que lhe deu origem não tem fundamento.
O anúncio da abertura deste "inquérito preliminar", na quarta-feira, por um tribunal de Madrid, levou Pedro Sánchez a afirmar que pondera abandonar o cargo, prometendo uma declaração pública sobre o seu futuro na próxima segunda-feira.
Pode ver imagens da manifestação na galeria acima.
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