Num curto comunicado, a presidência brasileira recorda que Macaé Evaristo foi secretária nacional de Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (2013 - 2014), durante o Governo de Dilma Rousseff, tendo sido também secretária de Educação de Minas Gerais (2015 -- 2018) e secretária de Educação de Belo Horizonte (2005 - 2012)".
Foi ainda professora do ensino básico, secundário e universitário e tem dedicado sua vida política à área da educação, nos âmbitos municipal, regional e federal, sendo filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), do Presidente brasileiro.
Macaé Evaristo, uma mulher negra de 59 anos, ocupará a vaga aberta pela saída abrupta de Sílvio Almeida, que foi exonerado por Lula da Silva após ser acusado de ter assediado sexualmente várias mulheres, entre elas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
As denúncias contra Sílvio Almeida, feitas por várias mulheres através da organização Me Too, foram conhecidas na quinta-feira e Lula da Silva decidiu demiti-lo no dia seguinte.
O ex-ministro negou veementemente as acusações e atribuiu-as a uma "campanha racista" para o desacreditar como o único ministro negro do Governo.
No entanto, a própria ministra Anielle Franco confirmou os factos e agradeceu a Lula da Silva por ter agido com rapidez e firmeza.
"Tentativas de culpabilizar, desqualificar, constranger, ou pressionar vítimas a falar em momentos de dor e vulnerabilidade também não cabem, pois só alimentam o ciclo de violência", escreveu nas redes sociais.
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