Síria: Exército dos EUA diz ter abatido alto dirigente do Estado Islâmico 

O exército norte-americano reivindicou hoje ter abatido na quinta-feira um alto quadro do grupo Estado Islâmico (EI) num ataque na Síria.

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Lusa
20/12/2024 15:57 ‧ 20/12/2024 por Lusa

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Síria

"No dia 19 de dezembro, as forças do Comando Central dos Estados Unidos efetuaram um ataque de precisão contra Abu Youssif, conhecido como Mahmoud, na província síria de Deir Ezzor. Dois membros do EI foram mortos, incluindo Abu Youssif", declarou o Comando do Médio Oriente das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) num comunicado na rede social X.

 

O ataque das forças do Comando Central dos Estados Unidos ocorreu em Deir al-Zur, no leste da Síria, matando dois militantes EI, numa zona que estava, até há poucas semanas, sob o controlo do regime sírio e das forças russas que o apoiavam.

"Como deixámos claro, os Estados Unidos e os seus aliados na região não permitirão que o grupo EI tire partido da situação atual na Síria e se reconstrua", afirmou o Centcom na declaração na rede social X.

Segundo o Centcom, cerca de 8.000 membros do grupo EI estão detidos em várias prisões na Síria e um dos objetivos do grupo 'jihadista' é precisamente forçar a sua libertação.

Quinta-feira, o porta-voz do Pentágono, o brigadeiro-general Patrick S. Ryder, afirmou que as tropas norte-americanas na Síria duplicaram pouco antes da queda do antigo presidente Bashar al-Assad, a 08 deste mês, e que atualmente são 2.000.

Ryder excluiu que a intenção das tropas norte-americanas fosse outra que não a de combater o grupo Estado Islâmico e indicou que a permanência destas tropas seria temporária, uma declaração que faz mais sentido tendo em conta a conhecida posição do Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, de se desvincular de conflitos que considere estrangeiros.

A presença e a atividade do grupo EI na Síria neste momento de transição é um dos fatores que mais preocupa a comunidade internacional, e mesmo as Nações Unidas.

O Pentágono tem sido questionado repetidamente nos últimos dias e semanas sobre a presença dos Estados Unidos na Síria e nunca revelou o aumento dramático.

Também quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o papel da Turquia em impedir que o grupo EI reforce a presença no país árabe.

Nos dias que se seguiram ao fim do regime do clã al-Assad, Israel e a Turquia lançaram operações militares dentro das fronteiras da Síria.

As ofensivas incluíram ataques aéreos de Telavive contra instalações de armamento no leste que pertenciam ao regime de al-Assad e a ofensiva da Turquia no nordeste contra as forças curdas, que se associaram aos Estados Unidos luta contra o grupo Estado Islâmico.

Quinta-feira, os Estados Unidos alertaram o grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que liderou a ofensiva que derrubou o regime de al-Assad para aprender a "lição" de isolamento a que os talibãs afegãos.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, lembrou que os talibãs, após terem tomado o poder no Afeganistão em agosto de 2021, ficaram internacionalmente isolados depois de aplicarem medidas extremistas contra a sociedade, sobretudo em relação às mulheres, e pela limitação de direitos.

Leia Também: Pentágono diz que duplicou tropas para combater EI antes da queda de Assad

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