UNRWA acusa Israel de fazer da Cisjordânia "campo de batalha"

O diretor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA) acusou os militares israelitas de tornar a Cisjordânia um "campo de batalha" onde morreram mais de 50 pessoas desde janeiro.

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© Ashraf Amra/Anadolu via Getty Images

Lusa
26/02/2025 14:19 ‧ há 3 horas por Lusa

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Médio Oriente

"A Cisjordânia está a assistir a uma propagação alarmante da guerra de Gaza", afirmou Philippe Lazzarini na rede social X em nome da organização responsável pela prestação de ajuda e pelo ensino dos palestinianos na Cisjordânia ocupada, na Faixa de Gaza e dos refugiados nos países vizinhos, criada há quase 80 anos.

 

"A destruição das infraestruturas públicas, o corte das estradas e as restrições de acesso são frequentes", afirmou Lazzarini.

A UNRWA foi proibida de atuar nos territórios palestinianos, na sequência de uma lei aprovada em 2024 pelo parlamento israelita, acusando-a de ter ligações com o movimento extremista palestiniano Hamas, embora até à data só tenha apresentado provas 'ad hoc' contra alguns trabalhadores.

"Cerca de 40.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, nomeadamente nos campos de refugiados do norte" da Cisjordânia ocupada por Israel desde 1967, acrescentou Lazzarini na mesma mensagem.

Israel efetua regularmente operações militares contra militantes palestinianos, mas a ofensiva atual no norte da Cisjordânia é a mais longa das últimas duas décadas no território.

No domingo, as autoridades israelitas indicaram que as tropas permanecerão nos campos de refugiados no norte da Cisjordânia durante vários meses.

A intensificação das operações do exército israelita na Cisjordânia surge na sequência do frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em vigor desde 19 de janeiro, que suspendeu temporariamente a guerra que tem devastado a Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas ao território israelita em 07 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas e fez cerca de 250 reféns, a maioria dos quais civis.

"O medo, a incerteza e a tristeza estão de novo na ordem do dia", frisou Lazzarini.

Os campos palestinianos estão "em ruínas" e "mais de 5.000 crianças que normalmente frequentam as escolas de UNRWA foram privadas de educação, algumas há mais de 10 semanas", acrescentou o representante da UNRWA.

"Os doentes não têm acesso a cuidados de saúde, as famílias são privadas de água, eletricidade e outros serviços básicos", disse.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que já fez mais de 48.300 mortos, as tropas israelitas ou os ataques de colonos israelitas mataram pelo menos 900 palestinianos na Cisjordânia, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano.

Os ataques e confrontos durante as incursões militares causaram a morte de pelo menos 32 israelitas durante o mesmo período, de acordo com os números oficiais.

Leia Também: Israel ordena retirada imediata de pessoal da UNRWA na Cisjordânia

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