A ação foi interposta no tribunal do Distrito de Columbia pela American Oversight, uma organização governamental sem fins lucrativos e apartidária vocacionada para a transparência e democracia, noticiou hoje a agência EFE.
Hegseth participou num polémico 'chat' no Signal com outros altos funcionários da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, incluindo por equívoco um jornalista da revista The Atlantic, que entretanto publicou partes da conversa.
As autoridades discutiram planos para atingir alvos do grupo rebelde Huthis no Iémen, um ataque que ocorreu em 15 de março, e que, segundo o grupo iemenita, matou cerca de 50 pessoas e feriu uma centena.
A organização alega que a equipa do líder da Casa Branca violou a Lei de Registos Federais e a Lei de Procedimento Administrativo ao partilhar informações através da aplicação de mensagens, que destrói automaticamente os registos.
O processo procura impedir uma maior destruição ilegal de registos federais e forçar a recuperação de ficheiros criados através do uso não autorizado do Signal.
Além de Hegseth, o processo cita também o secretário de Estado, Marco Rubio, a diretora dos serviços secretos nacionais, Tulsi Gabbard, o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que também participaram no 'chat'.
O juiz federal destacado para o caso será James Boasberg, com o qual o Governo está num impasse depois de ter bloqueado a Lei dos Inimigos Estrangeiros de 1798 e ordenado o regresso dos voos que transportavam migrantes venezuelanos enviados para El Salvador, uma ordem que o poder executivo ignorou.
O Pentágono defendeu hoje que Pete Hegseth não expôs informações confidenciais na conversa na aplicação Signal com altos funcionários e que estava "apenas a atualizar o grupo" sobre o ataque contra os Huthis.
Em comunicado, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que as novas mensagens da conversa entre altos funcionários, publicadas hoje pela revista The Atlantic, confirmam que "não havia material confidencial ou planos de guerra" na informação partilhada com o grupo, no qual o conselheiro de segurança nacional, Mike Waltz, incluiu, por engano, o chefe de redação da publicação.
"O secretário estava apenas a atualizar o grupo sobre os planos que estavam em curso e que já tinham sido transmitidos através dos canais oficiais", disse um porta-voz.
"O povo americano pode ver através das tentativas patéticas do Atlantic de desviar a atenção da agenda de segurança nacional do Presidente Trump", acrescentou o comunicado do Pentágono.
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