Irão adverte tropas dos EUA que ataques ao país terão represálias

Um alto responsável militar iraniano advertiu hoje as tropas norte-americanas estacionadas no Médio Oriente de que "estão numa casa de vidro", numa resposta às ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de bombardear o Irão.

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© John Moore/Getty Images

Lusa
31/03/2025 16:10 ‧ há 4 semanas por Lusa

Mundo

Médio Oriente

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Iraniana, Amir Ali Hayizade, afirmou que "os Estados Unidos têm dez bases militares na região, perto do Irão, com cerca de 50.000 soldados. Isso significa que estão numa casa de vidro", segundo avançou a agência noticiosa iraniana Mehr

 

Caso não haja um novo acordo sobre o programa nuclear do Irão, Trump admitiu a possibilidade de escalar o conflito, algo que para Amir Ali Hayizade seria um erro, uma vez que "uma pessoa que está dentro de uma casa de vidro não atira pedras a ninguém".

Em declarações à margem de uma cerimónia na capital do Irão, Teerão, para assinalar o Eid al-Fitr, que marca o fim do mês do Ramadão, o comandante iraniano corroborou a posição do líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, que interveio pouco antes, sublinhado que os Estados Unidos da América (EUA) receberão "um duro golpe" se levarem a cabo a ameaça de Trump.

"A inimizade por parte dos Estados Unidos e do regime sionista [referência a Israel] é a mesma de sempre. Eles ameaçam causar-nos danos", disse.

Ali Khamenei reconheceu que não existe a certeza de que as ameaças de Trump se concretizarão mas, frisou, que "se o fizerem, vão ser duramente atingidos".

Estas declarações e ações surgem um dia depois de Trump ter ameaçado com "bombardeamentos" e "mais tarifas" sobre o Irão se este não concordar em assinar um acordo com os EUA que garanta que não desenvolverá armas nucleares.

"Se não houver acordo, haverá bombardeamentos. Haverá bombardeamentos como nunca se viu antes", ameaçou Trump em declarações à estação norte-americana NBC.

Trump retirou unilateralmente os EUA em 2018 do acordo nuclear histórico assinado três anos antes com a República Islâmica e impôs uma série de sanções contra Teerão que levou o país a reduzir os seus compromissos com o pacto até ao regresso de Washington ao cumprimento das suas cláusulas.

Desde o regresso à presidência, em janeiro, Trump afirmou estar disposto ao diálogo com Teerão, tendo escrito uma carta nesse sentido aos dirigentes iranianos.

O Irão disse na quinta-feira passada que tinha respondido à mensagem de Washington através do Sultanato de Omã.

Ao mesmo tempo, Donald Trump intensificou a política de "pressão máxima" contra Teerão, impondo sanções adicionais para reduzir a zero as exportações de petróleo e outras fontes de rendimento, ameaçando com uma ação militar se o Irão recusar manter conversações.

Leia Também: Zelensky acusa enviado dos EUA de aceitar "narrativa do Kremlin"

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