Parece haver uma luz ao fundo do túnel para a interminável preocupação dos lesados pelo papel comercial do BES. Esta manhã, a AIEPC que defende os visados e o Governo estiveram reunidos e, como disse o presidente da associação, “finalmente, ao fim de 11 reuniões, o diálogo sortiu efeitos”.
Ângelo Alves, principal representante dos lesados pelo caso BES, adiantou aos jornalistas que foi alcançado “um documento final para minimizar as perdas dos lesados” do Banco Espírito Santo. “Criámos uma solução que, apesar de não ser a melhor, é a possível”, lamentou.
Essa solução, especificou, “abrangerá cerca de 90% das pessoas” envolvidas no processo. O documento seguirá agora para o Ministério das Finanças, onde serão aprovadas ou rejeitadas as medidas propostas no entendimento. Não obstante, Ângelo Alves diz “acreditar que será aprovado”.
Quando ao valor a ser transferido para o veículo que funcionará como fundo de indemnização, o presidente da associação não referiu valores concretos, dizendo apenas que “será financiado por várias entidades e sem a participação de dinheiros públicos”.