Daniel Adrião é o terceiro candidato à liderança do Partido Socialista (PS), segundo avança a TSF, esta sexta-feira. O socialista, que já se tinha candidatado ao cargo de secretário-geral do PS nas eleições diretas de 2016, 2018 e 2021, irá defrontar Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro.
O dirigente socialista confirmou também à agência Lusa que vai voltar a concorrer ao cargo de secretário-geral do PS, alegando que a sua sensibilidade interna não se revê em nenhum dos candidatos já no terreno.
Daniel Adrião vai anunciar no sábado, durante a reunião da Comissão Nacional do PS, que se recandidata à liderança dos socialistas, depois de já o ter feito em 2016, 2018 e 2021, sempre contra o atual secretário-geral, António Costa.
"Não queria candidatar-me desta vez a secretário-geral do PS e esperei até hoje que surgisse uma candidatura que representasse um virar de página no partido. Mas isso não aconteceu e só apareceram dois candidatos de continuidade para um ciclo político novo", declarou.
Nas declarações à agência Lusa, Daniel Adrião fez também uma referência às causas da demissão de António Costa das funções de primeiro-ministro e que conduziu à decisão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de convocar eleições legislativas antecipadas para 10 de março.
"Passei estes anos todos a alertar para más práticas que culminaram na situação em que atualmente nos encontramos. Se me tivessem dado ouvidos..." comentou.
No início da semana, o dirigente socialista já tinha adiantado, em declarações à Lusa, que estava a ponderar uma candidatura por considerar que os dois candidatos conhecidos são "herdeiros do costismo" e têm "falta de ambição reformista".
Segundo o próprio, a sua decisão estaria "dependente de um conjunto de consultas", mas seria anunciada até sábado, dia em que se reúne a Comissão Nacional do partido para decidir sobre o calendário eleitoral interno.
"Tenho recebido vários apoios de pessoas que não se reveem em qualquer dos candidatos" até agora conhecidos, José Luís Carneiro e Pedro Nuno Santos, declarou, acrescentando que os atuais candidatos "são ambos herdeiros do 'costismo' e é preciso cortar com isso".
"É preciso que o futuro do PS se construa com novos protagonistas", defendeu.
A Comissão Nacional do PS volta a reunir-se no sábado para definir o calendário eleitoral na sequência da demissão de António Costa do cargo de primeiro-ministro e da decisão de não voltar a candidatar-se.
[Notícia atualizada às 19h53]
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