Desde 17 de março de 1984, quando António Pimenta Machado, presidente entre 1980 e 2004, derrotou o primo Armindo Pimenta Machado, com 70% dos votos, foram 11 os atos eleitorais com mais de uma lista candidata à presidência do clube que, no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, entre as 09:00 e as 19:00, terá agora novo embate eleitoral.
Líder da segunda candidatura mais votada em 2019, atrás da de Miguel Pinto Lisboa, António Miguel Cardoso venceu as eleições de 05 de março de 2022, com 62,5% dos 6.637 votos, superando o presidente em exercício (18,7%) e o ex-futebolista Alex Costa (17,5%).
O atual presidente anunciou a candidatura ao triénio entre 2025 e 2028 em 15 de janeiro, por entender que existe "muito a fazer" após um mandato inaugural com "balanço positivo", em que destaca as três qualificações consecutivas, entre 2021/22 e 2023/24, da equipa de futebol para a Liga Conferência.
"No final do mandato [em curso], conversei com as pessoas que me são próximas e cheguei à conclusão que faria sentido a recandidatura para o próximo triénio, porque existe muito a fazer. Existe a consciência total de que o que tem sido feito tem sido bem feito em muitas áreas, mas o Vitória tem de continuar a crescer", diz à Lusa o candidato da lista B.
Vice-presidente da mesa da assembleia geral entre 1995 e 1998 e vice-presidente da direção em 2012, então sob a liderança de Júlio Mendes, Luís Cirilo Carvalho anunciou a candidatura à presidência do Vitória SC em 24 de janeiro.
Ex-deputado na Assembleia da República, entre 1999 e 2005, e antigo governador civil do distrito de Braga, entre 2002 e 2003, o 'rosto' da lista A realça que o desagrado com a gestão financeira e desportiva da direção em funções "foi crescendo" até à decisão de se candidatar pela primeira vez à presidência dos vitorianos.
"Fizemos a lista, recolhemos as assinaturas, apresentámos a candidatura com o objetivo de inverter este caminho: o caminho da instabilidade desportiva, o caminho da instabilidade gestionária, o caminho da instabilidade nos órgãos sociais. A nossa perspetiva é fazer melhor e colocar o Vitória no bom caminho", adianta à Lusa.
Pese as divergências, os candidatos coincidem no objetivo dos 40.000 sócios, numa fase em que o clube fundado em 1922 reúne 38.504 associados e contabiliza 18.531 lugares vendidos no Estádio D. Afonso Henriques.
Num clube em que cada sócio tem direito a um voto, o recorde de afluência às urnas data de 24 de março de 2018, quando Júlio Mendes foi reeleito, com 51,3%, perante Júlio Vieira de Castro (46,6%), num sufrágio com 7.274 votantes.
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