O Benfica enviou um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira, a dar conta do registo de lucro de 40,3 milhões de euros, no fecho do primeiro semestre da época 2024/25, tratando-se mesmo do segundo melhor de sempre na história da SAD do clube da Luz.
Tal valor apenas ficou atrás dos 104,2 milhões de euros registados em 2019/20, aquando da venda milionária de João Félix ao Atlético Madrid, sendo que, por comparação ao período homólogo anterior (18 milhões de euros), o lucro aumentou mais do dobro.
Para tal cenário, muito contribuíram as vendas do passado mercado de verão, com cerca de 104 milhões de euros obtidos através das transações de João Neves (59,9 milhões + 10 milhões), Marcos Leonardo (40 milhões), David Neres (28 milhões + 2 milhões) e Morato (11 milhões + 6 milhões).
Outro fator em destaque prende-se aos resultados obtidos pela equipa de Bruno Lage na Liga dos Campeões, uma vez que, até ao fecho do exercício, no passado dia 31 de dezembro de 2024, permitiu a entrada de 39,7 milhões de euros.
Eis os destaques do comunicado divulgado:
"O resultado líquido ascende a um valor de 40,3 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 22,3 milhões de euros face ao período homólogo, sendo de realçar o resultado obtido com as transações de direitos de atletas;
Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) atingem os 105,7 milhões de euros, o que representa uma redução de 0,7% face aos 106,4 milhões de euros apresentados no período homólogo. Este valor corresponde ao terceiro melhor registo alcançado pela Benfica SAD num 1.º semestre, sendo de destacar o crescimento de 14,8% nos rendimentos com matchday
Estes rendimentos operacionais não incluem os 20,1 milhões de euros, registados em janeiro de 2025, referentes aos prémios distribuídos pela UEFA relacionados com: (i) os dois jogos da fase da liga realizados nesse mês (valor atribuído, de forma proporcional, pelos oito jogos dessa fase); (ii) os resultados alcançados nesses dois jogos; e (iii) a classificação final do Benfica nesta fase da Liga dos Campeões. Ao valor anterior acresce ainda o montante de 12 milhões de euros, obtido com a passagem aos knockout round play-off e aos oitavos de final da Liga dos Campeões;
Os gastos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) ascendem a 142,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 2,7% face aos 139,2 milhões de euros apresentados no período homólogo. Esta variação é justificada pelo aumento das indemnizações na rubrica de gastos com pessoal (excluindo as indemnizações, os gastos com pessoal diminuíram 2%), pelo crescimento dos royalties pagos ao Clube pela utilização da marca Benfica (valor associado ao nível de rendimentos da Benfica SAD, que aumentou face ao período homólogo) e pela inclusão de gastos associados ao futebol feminino neste semestre. De referir que os gastos com fornecimentos e serviços externos estabilizaram nos 38,6 milhões de euros;
Os rendimentos totais ascendem a 214,3 milhões de euros, o que representa um crescimento de 18,8% face aos 180,4 milhões de euros apresentados no período homólogo. Esta variação justificada pelo aumento dos rendimentos com transações de direitos de atletas, que representaram 104,1 milhões de euros no presente semestre, o que significa um crescimento de 52,4% face aos 68,3 milhões de euros registados no período homólogo;
Em termos de balanço face a 30 de junho de 2024, de realçar os aumentos do ativo e do capital próprio e a diminuição do passivo e da dívida líquida;
O ativo corresponde a um valor de 594,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 5,2% face ao final do exercício anterior, sendo esta variação principalmente explicada pelo aumento do saldo das rubricas de clientes e outros devedores;
O passivo apresenta um valor de 472,3 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 2,3% face ao final do exercício transato, sendo que realçar a diminuição verificada no valor global das rubricas de empréstimos obtidos;
A dívida líquida equivale a um valor de 196,1 milhões de euros, o que representa uma redução de 2,8% face a 30 de junho de 2024, sendo de realçar a diminuição dos empréstimos obtidos no montante de 18,9 milhões de euros;
O capital próprio corresponde a um valor de 122,2 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 40,3 milhões de euros face ao montante apresentado a 30 de junho de 2024, sendo esta variação positiva justificada pelo resultado líquido deste semestre. De realçar que o valor do capital próprio volta a superar o montante do capital social da Sociedade, que corresponde a 115 milhões de euros".
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