Câmara tem "legitimidade" para tornar transportes gratuitos, diz TML
O presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa considerou hoje que a câmara da capital tem "toda a legitimidade" para tornar os transportes gratuitos na cidade para jovens e idosos, mas reconheceu que não seria a primeira opção do organismo.
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Economia Transportes Metropolitanos de Lisboa
"A Câmara Municipal de Lisboa tem toda a legitimidade para tornar os transportes gratuitos na cidade e optou para fazê-lo. O papel da TML [Transportes Metropolitanos de Lisboa] foi de ajudar a fazer da forma mais simples, ajudando a avaliar o impacto que a medida tinha", explicou Faustino Gomes.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da TML, o organismo irá "monitorizar a atuação, a forma como as pessoas aderem a esta lógica e tirar os ensinamentos para quando houver possibilidade ser alargada numa lógica metropolitana".
Faustino Gomes admitiu, contudo, que a medida "não teria sido a primeira opção" da TML, apesar de representar "um benefício para as pessoas".
"Gostávamos que esta fosse uma medida metropolitana porque trabalhamos a nível metropolitano e não municipal, mas vamos tirar os ensinamentos", salientou, durante a apresentação da entrada em operação da Carris Metropolitana nos municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, em 01 de junho.
Em 21 de abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML, válido até 31 de dezembro de 2025, e estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a exceção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitetura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência.
Desde 2017, as crianças até aos 12 anos já beneficiam de transportes públicos gratuitos em Lisboa, nas redes do Metropolitano e da Carris.
Relativamente à entrada em operação da Carris Metropolitana nos municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, o primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Carlos Humberto, lembrou que se trata de um "caminho com 10 anos".
"Mais recentemente, talvez há seis anos, institucionalmente começámos a pensar nesta solução, fazíamos o caminho da redução tarifária, a redução de milhares títulos de transporte, para chegar agora e poder oferecer de forma distinta, um serviço mais próximo das pessoas e amigo do ambiente", salientou.
A Carris Metropolitana entra em funcionamento em 01 de junho nos municípios de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela, Setúbal e Barreiro (intermunicipal), num total de 153 linhas, embora a TML tenha hoje reconhecido dificuldades no recrutamento de motoristas.
A operação arranca dentro de 15 dias na área 4, a de menor dimensão relativa aos municípios da margem Sul, do distrito de Setúbal, e as restantes áreas, 1, 2 e 3, entram em operação um mês mais tarde, em 01 de julho.
A Carris Metropolitana, marca única e integrada dos transportes urbanos da Área Metropolitana Lisboa, foi desenhada em conjunto com os 18 municípios e lançada oficialmente em 01 de abril.
A rede de serviço de autocarros é composta por cerca de 820 linhas rodoviárias, que servirão aproximadamente 2,8 milhões de potenciais utilizadores, passando o serviço a pertencer à marca única e integradora Carris Metropolitana.
Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
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