De acordo com os dados definitivos hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023 havia 41.452 empresas pertencentes a grupos, que representavam, ainda, 63,3% do volume de negócios e 66,9% do excedente bruto de exploração (EBE).
Em relação a 2022, o número de empresas em grupos cresceu 3,9%, o pessoal ao serviço destas 6,5% e o VAB 17,2%.
As empresas dos serviços financeiros eram as que tinham uma maior fatia pertencente a um grupo, com 27,7%, seguindo-se os setores da industria e energia (11,7%) e da informação e comunicação (11,0%). Estas concentravam, respetivamente, 81,5%, 66,2% e 79,5% do VAB gerado pelos respetivos setores.
O INE regista ainda que as empresas integradas em grupos tiveram maior remuneração média anual e produtividade aparente do trabalho face às restantes sociedades, com, respetivamente, 23,8 mil euros face a 15,6 mil euros e 59,6 mil euros face a 28,3 mil euros.
No ano em análise, 16,6% das empresas pertencentes a grupos eram de elevado crescimento -- isto é, tinham mais de 10 pessoas remuneradas e com um crescimento médio anual superior a 10% ao longo de três anos --, sendo que as empresas de grupos multinacionais estrangeiros apresentaram a maior proporção (18,7%).
O rácio de empresas não financeiras com perfil exportador e que pertenciam a grupos foi de 15,2%, "significativamente acima da proporção registada pelas sociedades não pertencentes a um grupo (5,5%)", dominando entre as integradas em grupos multinacionais estrangeiros (25,2%) e sendo mais baixa nas integradas em grupos domésticos (8,0%).
Os dados mais recentes do INE, referentes a 2022, apontam que, nesse ano, exerciam atividade em Portugal 16.873 grupos de empresas domésticos e multinacionais, 58,0% dos quais com centro de decisão em Portugal.
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