Detido homem que destruiu relógio histórico durante invasões em Brasília

Trata-se, segundo a imprensa brasileira, de um objeto que foi oferecido pela corte francesa ao imperador Dom João VI e que estaria, agora, exposto no Palácio do Planalto.

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Ema Gil Pires
24/01/2023 11:24 ‧ 24/01/2023 por Ema Gil Pires

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A Polícia Federal do Brasil deteve, ao início da noite de segunda-feira, um homem que foi filmado a atirar para o chão um relógio histórico durante as invasões à sede dos três poderes brasileiros no dia 8 de janeiro. A detenção ocorreu no município de Uberlândia, no estado de Minas Gerais.

A informação foi avançada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública numa nota publicada no seu site, e dá conta de que em causa está um relógio que foi levado para o Brasil no ano de 1808 e que ficou, agora, destruído.

Trata-se, segundo a imprensa brasileira, de um objeto que foi oferecido pela corte francesa ao imperador Dom João VI e que estaria, agora, exposto no Palácio do Planalto.

"A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Lesa Pátria", pode ler-se na nota informativa da tutela.

O detido será, agora, interrogado na delegação da Polícia Federal do município mineiro. Será, depois, encaminhado para o sistema prisional daquela mesma cidade.

A detenção deu-se numa altura em que continuam em curso as investigações que visam identificar as pessoas que "participaram, financiaram ou fomentaram" as invasões às sedes dos três poderes do Estado brasileiro - o Congresso, o Supremo Tribunal e o Palácio do Planalto.

Os atos foram, recorde-se atribuídos a apoiantes de Jair Bolsonaro, que nas eleições presidenciais de outubro do ano passado viria a perder para Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse a 1 de janeiro deste ano.

Após o candidato do PT ter sido proclamado vitorioso, os apoiantes do presidente cessante apressaram-se a pedir às forças armadas por um golpe de Estado, de forma a impedir que Lula da Silva assumisse 'as rédeas' do país.

Até ao momento, foram detidos 1.406 suspeitos de envolvimento neste caso. Já depois disso, na passada sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal do Brasil ordenou que 942 destes indivíduos fossem mantidos em prisão preventiva por tempo indeterminado.

Leia Também: Lula da Silva reconhece que Forças Armadas estão com Bolsonaro

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