A polícia da Pensilvânia deteve, esta segunda-feira, um homem num McDonalds que estava na posse de uma arma semelhante à usada para matar Brian Thompson, o CEO da UnitedHealthcare, na última quarta-feira em Nova Iorque. Depois de ter estado a ser interrogado durante a tarde, as autoridades divulgaram que se trata mesmo do principal suspeito, que estava a ser procurado.
O homem chamou a atenção das pessoas no local por ter uma aparência semelhante à das fotografias divulgadas pela polícia. As autoridades foram alertadas e, quando chegaram ao local, revistaram o suspeito e encontraram a arma e vários documentos falsos.
"Membros do departamento de detetives da polícia de Nova Iorque estão atualmente a vigiar a Pensilvânia com membros do gabinete do procurador distrital", revelou Joseph Kenny, chefe dos detetives da polícia de Nova Iorque, numa conferência de imprensa.
O homem detido tem 26 anos, nasceu em Maryland e a última morada registada é em Honolulu, no Havai.
Após a detenção do suspeito, considerado uma "pessoa de interesse relacionada com o homicídio de Brian Thompson", a comissária do departamento de polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch, elogiou os investigadores.
"Durante pouco mais de cinco dias, os nossos investigadores passaram a pente fino milhares de horas de vídeo, seguiram centenas de dicas e processaram todas as provas forenses – ADN, impressões digitais, endereços IP e muito mais – para apertar a rede", recordou Jessica Tisch, citada pela CNN internacional.
Estava "sentado a comer" quando funcionário do McDonalds chamou a polícia
Joseph Kenny contou que o suspeito estava "sentado a comer" num McDonalds da Pensilvânia quando um dos funcionários do restaurante chamou a polícia e considera que isso foi possível graças à "ampla divulgação" da fotografia que a polícia de Nova Iorque tornou pública na semana passada, em que o homem aparecia sem máscara.
"Felizmente um cidadão da Pensilvânia reconheceu o nosso suspeito e chamou a polícia local. Nesta altura da investigação não acreditamos que estivesse a tentar fugir do país", afirmou o responsável pela equipa de investigadores de Nova Iorque.
Durante a detenção, a polícia teve acesso a um documento manuscrito sem "ameaças específicas", mas que revela "alguma má vontade para com empresas norte-americanas".
Esse documento está agora sob posse da polícia local. Contudo, Kenny sublinhou que a investigação ainda está em curso e que, durante este processo, as autoridades já tiveram acesso a uma "enorme quantidade de provas".
[Notícia atualizada às 19h28]
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