"Estou grato ao Tribunal por ter proferido uma decisão sólida, baseada na verdade e na justiça", declarou o líder do Partido Democrático, frente ao edifício do Tribunal da Relação de Seul, onde se reuniram centenas de apoiantes.
A acusação, porém, já contestou a absolvição e anunciou a intenção de recorrer para o Supremo Tribunal, lamentando que tenham sido "aceites indiscriminadamente as alegações do arguido".
Lee Jae-myung lamentou "que tanta energia e recursos tenham sido gastos para alcançar um resultado que devia ter sido óbvio".
"Se o Ministério Público e esta administração tivessem dedicado os mesmos esforços (...) à prevenção dos incêndios florestais (que já mataram 24 pessoas) ou à melhoria da vida dos cidadãos, estaríamos muito melhor", argumentou o político, condenado em novembro a uma pena de prisão suspensa de um ano.
O responsável foi acusado de ter prestado falsas declarações durante as primárias do partido em 2021, quando era candidato às eleições presidenciais, as quais foram ganhas por Yoon Suk-yeol.
Com esta decisão, Lee evita uma sentença de inelegibilidade que teria travado uma candidatura às eleições antecipadas.
Está previsto que nos próximos dias o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre a destituição de Yoon Suk-yeol, atualmente suspenso da presidência depois da breve imposição da lei marcial em dezembro.
No caso de destituição de Yoon, as presidenciais serão realizadas no prazo de 60 dias, sendo o líder da oposição o favorito.
Kwon Seong-dong, presidente do Partido do Poder Popular de Yoon, avaliou como "profundamente lamentável" que a decisão do tribunal de primeira instância tivesse sido anulada.
"O Ministério Público deve recorrer e espero que o Supremo Tribunal tome uma decisão clara" para "pôr fim à controvérsia", acrescentou.
No caso da anulação da absolvição, Lee perderia o lugar no parlamento e ficaria impedido de se candidatar a cargos públicos nos próximos cinco anos.
Lee Jae-myung, de 60 anos, tem enfrentado vários processos judiciais, nomeadamente por abuso de confiança e corrupção, designadamente está a ser processado por ter mentido numa audição parlamentar em 2021 sobre um projeto imobiliário controverso em Seongnam (noroeste), onde já foi presidente da câmara.
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