Embaló garante que Guiné-Bissau vai financiar próximas eleições em 90%

O Presidente guineense garantiu hoje que o país vai financiar em 90% as próximas eleições legislativas e presidenciais, que marcou para 23 de novembro, e admitiu apoio de parceiros para cobrir o resto do orçamento.

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Lusa
27/03/2025 15:02 ‧ há 3 dias por Lusa

Mundo

Guiné-Bissau

"Já o tínhamos feito nas eleições legislativas de 2023, nestas também quem quiser acompanhar o país pode, mas nós temos condições de organizarmos as nossas eleições", defendeu Umaro Sissoco Embaló.

 

O Presidente guineense falava aos jornalistas à saída da reunião ordinária do Conselho de Ministros, a que presidiu, onde, entre outros assuntos, disse ter sido abordada a questão do financiamento do processo eleitoral.

Sissoco Embaló considerou que financiar as eleições "é uma questão da soberania" do país.

"Foi criado o fundo da democracia para que nós mesmos possamos organizar as nossas eleições, para que não haja riscos", acrescentou Embaló.

Fonte do Governo indicou à Lusa que a reunião do Conselho de Ministros debruçou-se sobre o orçamento apresentado ao Governo pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) para a atualização dos cadernos eleitorais.

O processo, iniciado a 09 deste mês no território guineense e previsto para durar dois meses, encontra-se praticamente parado devido a um desentendimento entre o GTAPE, tutelado pelo Ministério da Administração Territorial, e o Ministério das Finanças.

As duas entidades governamentais "não se entendem" sobre a forma de pagamento de serviços a serem prestados ao GTAPE, nomeadamente transportes e fornecimento de combustíveis para as viaturas a serem utilizadas para a atualização dos cadernos eleitorais.

De acordo com as mesmas fontes do Governo guineense, o Ministério das Finanças pretende contratar e pagar diretamente aqueles serviços, uma situação que o GTAPE considera inaceitável à luz da lei e também por lhe dificultar os trabalhos no terreno.

A atualização dos cadernos eleitorais para inscrever cidadãos guineenses na diáspora ainda não começou e as mesmas fontes receiam que possa atrasar-se "se persistir o impasse entre o GTAPE e o Ministério das Finanças".

Leia Também: Presidente guineense quer Constituição com pendor presidencial

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