Maria Luís Albuquerque, que está hoje a ser ouvida na comissão parlamentar, foi questionada sobre as diversas administrações do banco público nos últimos tempos, numa altura em que se aproxima a chegada à CGD do futuro presidente executivo, Paulo Macedo.
"Não ter uma liderança estabelecida é algo que cria grande instabilidade em qualquer instituição", sustentou a social-democrata.
A antiga titular da pasta das Finanças do executivo de coligação PSD/CDS-PP declarou ainda que "nunca" interferiu, enquanto ministra, em "nenhum negócio específico da Caixa".
E concretizou: "Não cabe a um ministro das Finanças interferir em operações específicas, ou seja, saber se se deve ceder crédito a pessoa A ou pessoa B, reestruturar, o que quer que seja".
A atual vice-presidente do PSD começou a ser ouvida na comissão de inquérito pelas 17:45 e pelas 20h30 ainda respondia ao primeiro bloco de perguntas dos deputados dos vários partidos.
A comissão de inquérito à CGD tomou posse a 5 de julho na Assembleia da República, e debruça-se, por exemplo, sobre a gestão do banco público desde o ano 2000, abordando ainda os factos que levaram ao processo recente de recapitalização da CGD, que foi aprovado por Bruxelas.