Autoridades chinesas fecharam mais de 10 mil sites em 2024

As autoridades chinesas encerraram mais de 10 mil 'sites' em 2024, como parte de uma campanha para reforçar a regulamentação e o controlo do ciberespaço, revela hoje a EFE.

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Lusa
26/02/2025 13:46 ‧ há 3 horas por Lusa

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China

As medidas adotadas incluíram também a convocação de 11.159 'sites' e plataformas para 'briefings' de advertências, bem como a imposição de sanções a 4.046 por diversas violações dos regulamentos.

 

A Administração do Ciberespaço da China (CAC) salientou que a iniciativa visa "garantir um ambiente digital mais seguro e limpo" no país, adianta a agência noticiosa.

Entre as principais áreas de controlo, as autoridades destacaram a proteção de menores 'online', a prevenção da violência digital e o combate à desinformação.

A entidade chinesa realçou ainda que a regulamentação do ambiente de negócios digitais foi reforçada, com sanções direcionadas para plataformas e contas que difundem informação ilegal ou interferem com a comunicação 'online'.

Na área da cibersegurança, a entidade reguladora deu ênfase à proteção de dados pessoais, supervisionando a utilização de tecnologias como os códigos QR em transações comerciais e o reconhecimento fácil para evitar abusos.

O Governo chinês intensificou a cibervigilância nos últimos anos com regulamentos mais rigorosos, bloqueando 'sites' e plataformas que considera arriscados.

Em janeiro, o Ministério da Segurança Pública do país deu conta do encerramento de mais de 330 mil contas em diversas plataformas 'online' consideradas ilegais e da eliminação de 2,52 milhões de conteúdos identificados como falsos em 2024, enquanto em dezembro informou da detenção de mais de cinco mil suspeitos de manipulação de conteúdos na internet ao longo do ano.

A China é o país com mais utilizadores de internet no mundo, ultrapassou os 1,1 mil milhões em dezembro de 2024, mas, ao mesmo tempo, é um dos que exerce maior controlo sobre os conteúdos: serviços populares no resto do mundo, como o Google, o Facebook, o Twitter ou Youtube, estão bloqueados no país.

Leia Também: Ministério está a avaliar implicações do uso da IA chinesa DeepSeek

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