O défice do primeiro trimestre do ano ficou em 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB), revelou esta quinta-feira o INE. "Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das Administrações Públicas no 1º trimestre de 2021 atingiu -2 813,1 milhões de euros, -5,7% do PIB, o que compara com -1,2% no período homólogo", assinala o instituto na nota divulgada.
O agravamento do défice para os primeiros três meses do ano, em termos homólogos, era esperado pelos especialistas, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 nas contas públicas. O início do ano, sublinhe-se, ficou marcado pelo segundo confinamento geral que correspondeu ao pico da anterior vaga de infeções.
De recordar que as estimativas do ministro das Finanças, João Leão, apontam para que o défice das contas públicas de 2021 fique entre os 4,5% e 5% do PIB.
Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional divulgadas pelo instituto, no ano terminado no 1.º trimestre de 2021, o défice aumentou 1,1 pontos percentuais (p.p.), "representando uma necessidade de financiamento de 6,8% do PIB".
No 1º trimestre de 2021, refere o INE, a capacidade de financiamento das famílias aumentou 1,0 pontos percentuais (p.p.), para 7,0% do PIB e a taxa de poupança fixou-se em 14,2% (12,8% no trimestre anterior), atingindo-se em ambos os casos os valores máximos nas atuais séries de Contas Nacionais, "refletindo sobretudo a redução de 1,7% do consumo privado".
Ainda de acordo com instituto, a capacidade de financiamento da economia manteve-se em 0,1% do PIB no ano acabado no 1º trimestre de 2021. "O Rendimento Nacional Bruto (RNB) e o Rendimento Disponível Bruto (RDB) diminuíram 0,9% e 0,7%, respetivamente, no ano acabado no 1º trimestre de 2021 (ambos reduziram se 0,8% no trimestre anterior), tendo o PIB nominal diminuído 0,9% (variação de -1,0% no ano acabado no 4º trimestre de 2020)", pode ler-se.
[Notícia em atualização]