China já fechou centenas de mesquitas. Objetivo? "Sinizar" as minorias

Partido Comunista Chinês (PCC) mantém um controlo apertado sobre as minorias religiosas e em 2016 apelou à sinização das religiões chinesas.

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© Getty/Pedro Pardo

Notícias ao Minuto
22/11/2023 08:35 ‧ 22/11/2023 por Notícias ao Minuto

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China

As autoridades chinesas encerraram ou alteraram centenas de mesquitas nas regiões de Ningxia e Gansu, onde se encontram as maiores populações muçulmanas do país, a seguir a Xinjiang. 

Esta ação fará parte do seu esforço para "sinizar" as minorias religiosas da China, escreve o The Guardian, baseando-se em dados revelados pela Human Rights Watch (HRW).

O Partido Comunista Chinês (PCC) há muito que mantém um controlo apertado sobre as minorias religiosas e étnicas da China e, desde 2016, quando Xi Jinping, líder da China, apelou à sinização das religiões chinesas, o ritmo e a intensidade das alterações às mesquitas aumentaram.

A sinização, também designado de chinização, consiste na assimilação cultural de conceitos da língua chinesa e cultura da China.

Em abril de 2018, Pequim emitiu uma diretiva afirmando que os funcionários do governo deveriam "controlar rigorosamente a construção e a disposição dos locais de atividade islâmica" e "aderir ao princípio de demolir mais e construir menos".

Os investigadores da HRW analisaram imagens de satélite para examinar a política de consolidação de mesquitas em duas aldeias de Ningxia e descobriram que, entre 2019 e 2021, as cúpulas e os minaretes foram removidos de todas as sete mesquitas. Já quatro das mesquitas foram significativamente alteradas: três edifícios principais foram arrasados e a sala de ablução de uma foi danificada.

A HRW não foi capaz de determinar o número exato de mesquitas que foram encerradas ou modificadas nos últimos anos, mas os relatórios do governo sugerem que é provável que sejam centenas. 

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