Trump diz a Governo que "quem não estiver de acordo" com Musk "pode ir-se embora"

O presidente norte-americano, Donald Trump, começou hoje a primeira reunião do Governo, na qual deu a palavra ao magnata Elon Musk, afirmando que quem não concordar com os seus planos de cortes e de controlo "pode ir-se embora".

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© Andrew Harnik/Getty Images

Lusa
26/02/2025 19:51 ‧ há 3 horas por Lusa

Mundo

EUA

Trump voltou a apoiar as iniciativas do DOGE (Departamento de Eficiência Governamental que Musk idealizou) e considerou que não existe resistência entre os membros do seu executivo em relação às práticas heterodoxas de Musk quanto aos funcionários públicos.

 

"Há alguém que esteja descontente com Elon? Se assim for, vamos expulsá-lo daqui", gracejou Trump diante do vice-presidente, JD Vance, e dos secretários de todos os departamentos que compõem o Governo federal dos Estados Unidos.

Musk, que foi o primeiro a falar, apesar de não ter, formalmente, um papel no executivo, recebeu um sonoro aplauso de todos os responsáveis de departamentos governamentais.

O Gabinete de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês) enviou na sexta-feira, seguindo instruções de Musk, uma mensagem de correio eletrónico a todos os funcionários federais exigindo-lhes que listassem, até ao fim do dia de segunda-feira, 24 de fevereiro, cinco tarefas que tivessem completado na semana anterior, caso contrário seriam despedidos, mas vários departamentos avisaram os seus funcionários de que não eram obrigados a responder.

Segundo a comunicação social norte-americana, vários membros da equipa de Trump começam a encarar a presença de Musk e o seu trabalho em matéria de cortes orçamentais e despedimentos como um incómodo e uma ingerência, o que tem aumentado a tensão no interior do executivo republicano.

"[Musk] está a sacrificar muito. E está a receber muitos elogios, mas também está a receber muitas críticas", disse Trump.

Elon Musk disse que o seu trabalho é apenas de "assistência técnica" e que se o DOGE deixar de fazer o seu trabalho e os cortes não forem realizados, "os Estados Unidos vão à falência".

O magnata, cofundador da marca automóvel Tesla, disse que o 'e-mail' enviado a cerca de três milhões de funcionários públicos federais não pretende ser uma avaliação de desempenho, mas uma verificação de "pulsação" ou prova de que esses trabalhadores federais realmente existem, o que Trump repetiu.

"Há pessoas fictícias que estão a receber um cheque de ordenado" ou que têm outros empregos e, por isso, "esses milhões [de funcionários] que não responderam estão em risco. Se calhar, vamos pô-los na rua", reiterou Trump.

Segundo Musk, cerca de metade dos funcionários federais responderam ao 'e-mail'.

Musk, o homem mais rico do planeta, assegurou que faz o que o Presidente lhe ordena e rejeitou que haja oposição às suas iniciativas dentro do Governo, considerando que o atual executivo é o mais talentoso e o melhor "de toda a história".

Leia Também: Mais de um milhão justificaram o emprego a Musk, diz Casa Branca

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