A força será assegurada por "vários países europeus", disse Macron, citado pela agência francesa AFP, sem especificar que países poderão participar.
Segundo Macron, não se trata de uma força de manutenção de paz, nem de forças presentes nas linhas da frente, nem forças que substituam o exército ucraniano.
Trata-se de forças que "subscreverão um apoio a longo prazo e que funcionarão como dissuasoras de uma potencial agressão russa", afirmou.
Macron admitiu que não houve unanimidade entre os aliados europeus sobre a questão, pelo que participarão na força militares de "alguns Estados membros" da coligação que apoia a Ucrânia.
O Presidente francês disse que esperava o apoio dos Estados Unidos para o envio de uma força europeia, mas que também se quer preparar para um cenário sem Washington.
Macron disse também que vai coordenar os esforços dos aliados relativamente à Ucrânia em conjunto com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Anunciou que uma missão franco-britânica vai deslocar-se à Ucrânia "nos próximos dias" para preparar decisões sobre "o formato do exército ucraniano", bem como o eventual envio de forças dos países aliados.
O Presidente francês anunciou também a decisão de acelerar o pagamento dos "empréstimos decididos no G7" pela União Europeia (UE).
Confirmou igualmente que os aliados "concordaram unanimemente que as sanções contra Moscovo não devem ser levantadas", tal como já tinham anunciado os chefes dos governos alemão, Olaf Scholz, e britânico, Keir Starmer, à saída da cimeira.
Starmer afirmou mesmo que, pelo contrário, os aliados da Ucrânia têm estado a discutir de que forma poderão "aumentar as sanções" contra a Rússia.
Macron disse ainda esperar que o Presidente chinês, Xi Jinping, "possa desempenhar um papel muito ativo" na promoção da paz na Ucrânia.
"Dada a qualidade do seu diálogo com a Rússia, dada a iniciativa de paz que tomou com o Brasil há alguns meses, espero que o Presidente Xi possa desempenhar um papel muito ativo para nos ajudar a construir esta paz sólida e duradoura", afirmou.
Macron acrescentou que "a China tem todo o direito de o fazer, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança e tendo em conta as iniciativas que já tomou".
[Notícia atualizada às 14h30]
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