Novo secretário de Estado do Ambiente já tomou posse

João Ataíde das Neves é o novo secretário de Estado do Ambiente.

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Melissa Lopes com Lusa
11/04/2019 18:18 ‧ 11/04/2019 por Melissa Lopes com Lusa

País

Belém

A cerimónia de tomada de posse do novo secretário de Estado do Ambiente arrancou em Belém, como estava agendado, a partir das 18 horas, com a presença de António Costa.

O autarca, que suspendeu o mandato autárquico, chega ao Governo depois da saída de Carlos Martins, anterior secretário de Estado do Ambiente, na sequência da polémica nomeação do seu primo, Armindo Alves, o primeiro a apresentar demissão. 

João Ataíde, antigo juiz, presidia à Câmara Municipal da Figueira da Foz desde 2009. 

António Costa - que na sessão de cumprimentos manteve uma conversa mais prolongada com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o juiz conselheiro António Joaquim Piçarra - ficou no Palácio de Belém depois da cerimónia para a reunião semanal com o Presidente da República.

De ministros do Governo, para além do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, estiveram ainda a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e o ministro da Administração Interna, Miguel Cabrita.

Natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 1958, João Ataíde das Neves é licenciando em Direito pela Universidade de Coimbra, pós-graduado em Direito do Setor Empresarial do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e participou no Programa de Capacitação Avançada de Líderes, orientado pela Nova School of Business and Economics.

Carlos Martins pediu a demissão no final da semana passada depois ter sido noticiado que nomeou o primo Armindo Alves para adjunto do gabinete. Armindo Alves já se tinha demitido no dia anterior.

De acordo com uma nota do gabinete de João Pedro Matos Fernandes, o pedido de demissão foi feito a partir da Costa Rica, onde o secretário de Estado se encontrava "em representação do Governo português".

Na missiva, Carlos Martins justifica o pedido de demissão com o facto de esta polémica poder prejudicar o executivo e o PS.

"Entendo que o assunto pode prejudicar o Governo, o Partido Socialista e o senhor Primeiro-Ministro. Com a mesma honra que determinou a minha aceitação de funções governativas, entendo, nesta hora, pedir a minha demissão ao senhor Primeiro-Ministro e ao senhor ministro", referia.

"Ao longo destes anos, enquanto Secretário de Estado do Ambiente, agi sempre por critérios de boa-fé e procurei dar o meu melhor para atingir os objetivos do Governo e do Ministério do Ambiente e da Transição Energética", escreve ainda Carlos Martins na carta de demissão.

 

 

 

 

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