A Parques de Sintra, empresa pública que gere vários equipamentos culturais em Sintra, revelou hoje que serão feitas obras de conservação e restauro nos revestimentos de azulejaria na Sala Árabe, na Câmara de D. Afonso VI e na Gruta dos Banhos, junto ao pátio central.
Fonte da empresa explicou à agência Lusa que a primeira fase de intervenção arranca em abril, com um diagnóstico do estado de conservação dos azulejos naqueles três espaços, mas também para verificar a fonte central da Sala Árabe, os tetos em estuque e as arcadas de pedra da Gruta dos Banhos e o pavimento em mosaico da Câmara de D. Afonso VI, que é o núcleo mais antigo do edifício.
As áreas a serem intervencionadas estarão fechadas ao público, mas os visitantes podem ver as obras em curso nos locais, enquanto fazem o percurso expositivo no interior do edifício, referiu a mesma fonte.
No âmbito deste projeto serão ainda feitas oficinas para técnicos da Parques de Sintra e alunos da Escola Profissional de Recuperação de Património de Sintra e para especialistas internacionais em conservação e restauro do património azulejar e está previsto um seminário internacional.
O Palácio Nacional de Sintra está localizado no centro histórico de Sintra, numa das zonas mais visitadas pelos turistas, distinguindo-se pelas duas chaminés brancas da antiga cozinha real.
O edifício faz parte da Paisagem Cultural de Sintra, inscrita pela UNESCO como Património Mundial, e o primeiro documento que atesta a existência de um palácio no local data de 1281, no reinado de D. Dinis, como se lê na página oficial da Parques de Sintra.
Os 316 mil euros orçamentados para este projeto de restauro e conservação serão assegurados em partes iguais pela Parques de Sintra e pela World Monuments Fund Portugal, mediante um protocolo a assinar na quinta-feira no Palácio Nacional de Sintra.
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