Babel: Dror diz que 50 mil€ que deu a Malafaia não foram para corromper

O fundador do grupo Fortera, Elad Dror, arguido no processo Babel, contou hoje ter dado 50 mil euros ao empresário Paulo Malafaia, também arguido, para o ajudar num projeto imobiliário em Gaia e não para corromper alguém naquela câmara.

Notícia

© ShutterStock

Lusa
26/02/2025 19:30 ‧ há 3 horas por Lusa

País

Operação Babel

Na 17.ª sessão do julgamento do caso relacionado com a alegada viciação de normas e instrução de processos de licenciamentos urbanísticos na Câmara de Gaia, a decorrer no tribunal local, Elad Dror revelou que pediu ajuda àquele promotor imobiliário depois de a autarquia colocar problemas ao projeto Riverside.

 

Segundo o Ministério Público (MP), os empresários Elad Dror e Paulo Malafaia "combinaram entre si desenvolverem projetos imobiliários na cidade de Vila Nova de Gaia, designadamente os denominados Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e Hotel Azul", contando com o alegado favorecimento por parte do ex-vice-presidente da câmara Patrocínio Azevedo que receberia, em troca, dinheiro e relógios.

O MP defende ainda que o advogado João Pedro Lopes, também arguido neste processo, fazia a ponte de Paulo Malafaia e Elad Dror com Patrocínio Azevedo.

O arguido revelou que os 50 mil euros foram entregues a Paulo Malafaia em 2021 em numerário, em três vezes, e não duas como sustenta a acusação, e sem emissão de fatura.

Elad Dror frisou que tentou, por diversas vezes, que Paulo Malafaia lhe passasse uma fatura desse valor, mas sem sucesso.

Questionado pelo juiz sobre o porquê de pedir ajuda a Paulo Malafaia, o fundador do grupo Fortera referiu que aquele era português, mais expedito e mais próximo da câmara, por isso, achou que o iam respeitar mais do que a ele.

Já sobre se não estranhou o facto de o empresário lhe pedir dinheiro em numerário e sem emissão de fatura, Elad Dror salientou que podia haver imensas razões, desde não querer pagar IVA, ter a conta bloqueada ou querer ficar com o dinheiro por questões pessoais.

"Mas podia ser para pagar a alguém na Câmara Municipal de Gaia?", questionou o magistrado.

"Não, não. Para mim há linhas vermelhas, não fazemos coisas ilegais. Não se pede fatura a alguém que acabamos de corromper e, para além disso, não o escondi da minha empresa e dos meus sócios", respondeu.

Relativamente à oferta de relógios ao ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, Elad Dror frisou ter aceitado participar, juntamente com Paulo Malafaia e o advogado João Pedro Lopes, na compra de dois relógios, e não três como refere a acusação, no valor de 3.000 euros cada um.

"O Paulo Malafaia disse-me que ia, juntamente com João Pedro Lopes, oferecer um relógio ao vice-presidente e se estava disposto a participar e, assim, dividir os custos pelos três", relatou.

Elad Dror revelou que aceitou porque não quis ser "mal-educado ou parecer forreta".

Leia Também: Atacante que matou português em França presente hoje a tribunal

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com
App androidApp iOS

Recomendados para si

Leia também

Últimas notícias


Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

Mais lidas