Décima mulher acusa Donald Trump de comportamentos grosseiros

Uma mulher acusou hoje publicamente Donald Trump de gestos e atitudes despropositadas quando se cruzaram em 1998, acusações que se juntam às emitidas por outras mulheres desde há dez dias.

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Lusa
20/10/2016 18:56 ‧ 20/10/2016 por Lusa

País

Estados Unidos

Karena Virginia, professora de yoga, 45 anos e natural da região de Nova Iorque, revelou durante uma conferência de imprensa que se cruzou com o homem de negócios durante um torneio de ténis do US Open em 1998.

Segundo referiu, Donald Trump disse aos homens que o acompanhavam: "Pois, vejam isso. Nunca vi nada assim. Olhem para aquelas pernas".

Referia-se a ela "como se fosse mais um objeto que uma pessoa", explicou Karena durante as suas declarações, ao ler uma declaração previamente preparada.

O milionário terá abordado a jovem mulher, que então tinha 27 anos, tomando-lhe o braço e tocando-lhe no peito, segundo disse.

Após o incidente, explicou ter sentido vergonha, referiu, citada apela agência noticiosa France-Presse.

"Durante vários anos, hesitei sobre o que deveria vestir para não atrair involuntariamente a atenção", prosseguiu.

Segundo a sua advogada, Gloria Allred, especialista em questões de assédio e agressão sexuais, Karena Virginia não tem a intenção de processar Donald Trump.

O diário Washington Post divulgou em 07 de outubro um registo sonoro datado de 2005 no qual Donald Trump se vangloria das suas grosserias com as mulheres, sem o seu consentimento.

A revelação deste documento incitou nove mulheres a acusarem publicamente o candidato republicano de comportamentos grosseiros em relação a elas, alguns passíveis, se corroborados, de serem considerados agressão sexual.

Karena Virginia é a décima mulher a pôr em causa o magnata do imobiliário.

No decurso do terceiro e último debate presidencial na noite de quarta-feira (madrugada de quinta-feira em Lisboa), Trump negou os factos e afirmou que estas acusações foram "largamente desmentidas".

Donald Trump também sugeriu que Hillary Clinton incitou as mulheres e acusarem-no de agressão sexual.

"Ninguém me pediu para testemunhar publicamente", assegurou hoje Karena Virginia. "Na realidade, numerosas pessoas aconselharam-me a não o fazer", explicou.

 

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