"O lambe-botas de Putin", diz Boris sobre Macron após críticas
Em causa estão críticas de Macron ao governo britânico sobre a crise de refugiados ucranianos, em março de 2022. "Uma palavra de quatro letras que começa com 'p', um esquisito, o lambe-botas do Putin", terá dito Boris.
© Getty Images
Mundo Guerra na Ucrânia
O ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acusou o presidente de França, Emmanuel Macron, de ser o "lambe-botas" do presidente russo, Vladimir Putin, após o francês ter criticado a resposta do Reino Unido à crise de refugiados ucranianos.
A informação foi avançada pelo ex-diretor de comunicação do n.º10 de Downing Street, Guto Harri, no podcast 'Unprecedented', citado pelo jornal britânico The Independent.
"Quando a imprensa britânica estava a criticar duramente o governo britânico por causa da nossa resposta à crise dos refugiados, Macron turbinou a situação ao criticar Boris de forma bastante direta e as suas palavras apareceram em toda a primeira página do The Guardian", lembrou Harri.
Apesar de Boris Johnson "não ser propenso a ficar muito zangado, nem a utilizar uma linguagem particularmente forte", as críticas do presidente francês fizeram com que o antigo governante se "passasse completamente" numa reunião.
"Lançou-se num ataque violento a Emmanuel Macron. Basicamente, disse que ele é uma palavra de quatro letras que começa com 'p', um esquisito, o lambe-botas do Putin…", contou, acrescentando que Boris queria dar "um murro" a Macron.
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— Guto Harri (@Guto_Harri) May 18, 2023
Em causa estão declarações de Macron, em março de 2022, no final de uma cimeira da União Europeia, em Versalhes, em que acusou o governo britânico de dificultar a vida dos refugiados nas candidaturas a vistos. "Espero que os homens e mulheres ucranianos que viveram um terror e atravessaram a Europa para chegarem às suas famílias no Reino Unido sejam tratados melhor", disse, citado, na altura, pelo The Guardian.
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.
A ONU confirmou que mais de oito mil civis morreram e cerca de 15 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.
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