Enviado de Trump esclarece que não defendeu "divisão" da Ucrânia

O enviado especial do Presidente norte-americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, procurou esclarecer este sábado na sua conta da rede social X que em nenhum momento defendeu "uma divisão" da Ucrânia.

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Lusa
12/04/2025 11:51 ‧ há 9 horas por Lusa

Mundo

Guerra na Ucrânia

Numa publicação que destacava a entrevista com o enviado de Donald Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg, o The Times referiu-se a uma "divisão" da Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

 

Mas Keith Kellogg considerou que as suas palavras tinham sido "mal interpretadas".

"Estava a falar de uma força de resistência pós-cessar-fogo em apoio da soberania da Ucrânia. Estava a referir-me às áreas de responsabilidade de uma força aliada (sem tropas americanas). Não estava a referir-me a uma divisão da Ucrânia", escreveu no X, rejeitando a ideia de uma redefinição territorial.

A Ucrânia pós-conflito poderá assemelhar-se a uma "Berlim pós-Segunda Guerra Mundial", com a presença de forças europeias e russas separadas pelo rio Dnieper, descreveu o enviado dos EUA Keith Kellogg ao jornal britânico The Times, hoje divulgada.

Depois de mais de três anos de guerra, desencadeada pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022, e de progressos extremamente limitados no sentido de uma trégua, vários países, como a França e o Reino Unido, manifestaram o apoio à ideia de uma presença militar europeia de manutenção da paz na Ucrânia, oferecendo-se mesmo para fazer parte desta quando o conflito terminar.

"Quase poderia fazer lembrar o que aconteceu com Berlim depois da Segunda Guerra Mundial, quando havia uma zona russa, uma zona francesa, uma zona britânica, uma zona americana", descreveu o general Kellogg, na entrevista publicada no The Times.

E para substituir o muro de separação construído em 1961 na capital alemã - e depois derrubado em 1989, no auge do colapso da URSS - o enviado norte-americano está a pensar no rio Dnieper, "um grande obstáculo natural" que corta a Ucrânia e mesmo Kiev de norte a sul.

Segundo Kellogg, uma presença anglo-francesa sob a forma de uma "força de garantia da paz" a oeste do Dnieper não seria "nada provocatória" para Moscovo. A Rússia ficaria a leste, com as tropas ucranianas no meio.

No entanto, consciente de que o Presidente russo, Vladimir Putin, poderia "não aceitar" esta proposta, Keith Kellogg sugeriu também o estabelecimento de uma "zona desmilitarizada" entre as linhas ucranianas e russas. O objetivo é garantir que não haja troca de tiros.

"Olhamos para um mapa e criamos, por falta de um termo melhor, uma zona desmilitarizada (DMZ). Os dois lados recuam 15 quilómetros cada um", explica.

Desde 1953 que existe entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul uma zona tampão pós-guerra, embora com apenas quatro quilómetros de largura.

"Agora, haverá violações? Provavelmente, porque há sempre. Mas a nossa capacidade de monitorizar isso é fácil", disse.

Kellogg disse ainda que Washington não enviaria quaisquer tropas terrestres para a força de segurança na Ucrânia.

Leia Também: Enviado de Trump sugere divisão da Ucrânia para a paz: "Algo como Berlim"

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