"A China manifesta a sua profunda insatisfação e opõe-se resolutamente" às medidas dos EUA, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em conferência de imprensa.
"O que precisamos agora não é de um aumento unilateral das taxas, mas sim de um diálogo e de discussões baseadas no respeito mútuo", acrescentou.
Alvo de taxas alfandegárias adicionais de 10% sobre todas as suas exportações para os Estados Unidos, Pequim retaliou imediatamente na terça-feira, prometendo aumentar as barreiras alfandegárias sobre uma série de produtos norte-americanos, desde petróleo bruto a maquinaria agrícola.
Pequim anunciou também novas restrições à exportação de metais críticos, utilizados em setores que vão da exploração mineira à indústria aeroespacial.
"As medidas tomadas pela China são uma ação necessária para defender os seus direitos e interesses legítimos", disse o porta-voz chinês.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que uma chamada com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, poderia ter lugar em breve, dando a impressão de que era possível uma reviravolta rápida. Mas mais tarde desmentiu a afirmação, dizendo que "não tinha pressa" em falar com Xi.
Questionado sobre uma possível futura conversa entre os dois líderes, o porta-voz da diplomacia chinesa não deu pormenores.
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