De acordo com a agência noticiosa oficial Xinhua, os 24 membros do Politburo do PCC reafirmaram, durante uma reunião de trabalho, a sua intenção de redobrar os esforços com políticas para estabilizar o setor imobiliário e as praças financeiras.
A liderança do regime chinês prometeu também tomar mais medidas para melhorar o nível de vida das pessoas e continuar a promover uma "abertura de alto nível" com "políticas macroeconómicas mais proativas e eficazes", citando a expansão da procura interna como uma das suas prioridades.
"Vamos antecipar e resolver os riscos em áreas-chave, bem como os choques que possam vir do exterior, com o objetivo de alcançar uma recuperação económica contínua", acrescentou o órgão, de acordo com a agência estatal.
A reunião ocorre dias antes de a Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão máximo legislativo da China, iniciar a sua sessão anual.
A meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é todos os anos o 'prato forte' da sessão plenária da APN, que serve ainda para aprovar legislação ou o orçamento de Estado.
O PCC chega à reunião num contexto de abrandamento da economia, de apelos à dinamização do setor privado e de intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos.
A China alcançou o seu objetivo de crescimento anual de 5% em 2024, mas ainda está a tentar repor o dinamismo da sua economia num contexto de débil consumo interno e uma profunda crise imobiliária, que suscitaram riscos de deflação.
A ameaça de uma escalada da guerra comercial com os Estados Unidos, na sequência do regresso de Donald Trump à Casa Branca, veio agravar as perspetivas da segunda maior economia do mundo.
Para além dos pacotes de estímulo dos últimos meses, com medidas de apoio ao setor financeiro, ao setor imobiliário e às bolsas de valores, as autoridades revelaram um plano para estabilizar o investimento estrangeiro, após um ano de 2024 que registou um fluxo negativo recorde, e planeiam aprovar a primeira lei específica do país para apoiar o setor privado na sessão anual da legislatura.
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