"Histórico", escreveu na rede social X o chefe do Fundo Russo de Investimento Direto e o enviado especial do Presidente russo, Vladimir Putin, nas conversações russo-americanas realizadas em 18 de fevereiro na Arábia Saudita, Kirill Dmitriev.
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, também saudou o confronto que sucedeu hoje entre os dois Presidentes na Casa Branca.
"Pela primeira vez, Trump disse a verdade na cara do palhaço da cocaína", afirmou o ex-Presidente russo Dmitri Medvedev, autor frequente de diatribes antiocidentais desde a invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.
"O porco insolente recebeu finalmente uma boa bofetada na Sala Oval", continuou o antigo Presidente russo.
"Donald Trump tem razão: o regime de Kyiv está a 'brincar com a Terceira Guerra Mundial'", acrescentou, aludindo a uma das acusações que o Presidente norte-americano fez a Zelensky durante uma reunião extremamente tensa.
Zelensky deixou a Casa Branca prematuramente após o confronto com Trump.
Após a reunião entre os dois líderes, a Casa Branca indicou que a prevista conferência de imprensa conjunta entre ambos estava agora cancelada.
A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos e a Ucrânia suspenderam as negociações em torno do acordo que previa que Washington continuaria a fornecer ajuda a Kyiv em troca de acesso às "terras raras" do país.
Trump recebeu hoje Zelensky na Casa Branca para assinarem um acordo para a exploração de recursos naturais ucranianos, mas, após 30 minutos de declarações à imprensa na Sala Oval, a conversa ficou extremamente tensa quando o Presidente norte-americano disse que o seu homólogo ucraniano não estava em posição de ditar condições relacionadas à guerra.
Donald Trump e o seu vice-Presidente, JD Vance, acusaram o líder ucraniano de ser "desrespeitoso", enquanto Volodymyr Zelensky pedia compromissos de segurança de Washington.
Com o tom da voz mais elevado, Trump que disse que seria "muito difícil" negociar com Zelensky, afirmou que o líder ucraniano deveria ser "grato" após ter-se colocado "numa posição muito má" e assegurou que não tinha "as cartas na mão".
"Você está a apostar com as vidas de milhões de pessoas", acusou Trump.
"Você está a apostar com a Terceira Guerra Mundial e o que você está a fazer é muito desrespeitoso com o país, com este país que o apoiou muito mais do que muitas pessoas dizem que deveria ter sido feito", acrescentou o chefe de Estado norte-americano.
O vice-presidente JD Vance, também presente no Salão Oval, acusou igualmente Zelensky de "desrespeitar" os norte-americanos.
Donald Trump alertou o seu homólogo ucraniano que ele teria que fazer "compromissos", enquanto Zelensky rejeitou fazê-lo com "o assassino" Vladimir Putin.
Trump deixou então um ultimato a Zelensky: "Faça um acordo [com a Rússia] ou nós vamos deixá-lo para trás", citado pela agência France-Press (AFP).
O Presidente ucraniano garantiu que a Ucrânia "não faria concessões a um assassino", referindo-se ao Presidente russo.
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