Carlos Abreu Amorim falava no Digital Business Breakfast sobre 'Media Literacy & Public Policies in Portugal', organizado pela APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, em parceria com a Google, na sede da associação, em Lisboa.
"Por estranho que possa parecer nunca existiu uma política pública, digamos assim, estrategicamente dimensionada de comunicação social em Portugal", afirmou o governante, aludindo ao Plano de Ação para a Comunicação Social presentado em outubro.
"Este é o primeiro, portanto, eu posso dizer que este é o melhor plano que existiu em Portugal porque é o único", sublinhou.
Carlos Abreu Amorim adiantou que a oferta de assinatura digital de um órgão de comunicação social para os jovens dos 15 aos 18 anos é para títulos "generalistas e económicos".
O período de oferta "é de dois anos e, portanto, vai ser operacionalizado de forma digital através da AMA [Agência da Modernização Administrativa]", que está na tutela da ministra Margarida Balseiro Lopes, e em colaboração com o ministério da Educação.
"Vamos ter uma medida, essa já para adultos, mais de 18 anos, em que vamos pagar 50% das assinaturas digitais de qualquer meio de comunicação social, incluindo os locais e regionais, ou seja, de todos os géneros, já não há limitação", acrescentou Carlos Abreu Amorim.
"Nós queremos que a nossa política de literacia mediática seja um instrumento fundamental na adaptação, na perpétua e constante vontade de adaptação às mudanças vertiginosas que hoje temos, mas sedimentando os princípios de sempre, que foram os princípios que construíram no mundo em vivemos a democracia, o Estado de Direito e a proteção dos Direitos Humanos", rematou.
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