Na conferência de imprensa de hoje, em que divulgou lucros históricos de 906,4 milhões de euros, Miguel Maya disse que será feita uma proposta à assembleia-geral de um "'payout ratio' de 50%" em dividendos.
Afirmou ainda o gestor que o Banco Central Europeu (BCE) já aprovou a proposta do BCP para recompra de ações próprias ('share buyback' na expressão técnica em inglês) de 200 milhões de euros, pelo que acrescentou que, somando, o banco irá cumprir o objetivo de distribuir cerca de 75% dos resultados de 2024.
O BCP obteve em 2024 lucros de 906,4 milhões de euros, os maiores de sempre e que representam mais 5,9% face a 2023.
"Os resultados foram bons, nem excecionais nem especiais, refletindo o trabalho de vários anos", disse o presidente executivo do BCP aos jornalistas.
O BCP tem como principais acionistas o grupo chinês Fosun, com 20,03%, e a petrolífera Sonangol, com 19,49%.
O banco tem uma grande dispersão de ações. Hoje, na bolsa de Lisboa, as ações do BCP fecharam a subir 2,13% para 0,59 euros.
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