Segundo uma nova investigação da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, os adultos com depressão começam a sofrer de doenças que afetam a saúde física mais rapidamente do que as pessoas que não têm este problema.
Mais especificamente, o estudo, disponibilizado na PLOS Medicine, concluiu que os adultos com um historial de depressão são diagnosticados com doenças físicas cerca de 30% mais rapidamente do que os que não têm depressão.
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Tendo isto em conta, em comunicado, Kelly Fleetwood, uma das investigadoras responsáveis pelo estudo, afirma que "a investigação sugere que a depressão deve ser encarada como uma doença de todo o corpo e que devem ser utilizadas abordagens integradas para gerir a saúde mental e física".
Para o estudo, os investigadores analisaram os dados de mais de 170 mil pessoas, com idades compreendidas entre os 40 e os 71 anos. Todos foram seguidos durante uma média de 6,9 anos.
Inicialmente, as pessoas com depressão apresentavam uma média de três doenças físicas, em comparação com uma média de duas nas pessoas sem depressão. Depois, ao longo do período de estudo, os adultos com historial de depressão acumularam uma média de 0,2 doenças físicas adicionais por ano, enquanto os que não tinham depressão acumularam 0,16.
Entre as novas doenças, as mais comuns foram a osteoartrite (15,7% das pessoas com depressão no início do estudo vs. 12,5% sem depressão), a hipertensão (12,9% vs 12,0%) e a doença do refluxo gastroesofágico (13,8% vs. 9,6%).
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